FORTALEZA — A Polícia Civil do Ceará investiga a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada no pátio do condomínio onde morava com o namorado, João Munhoz, no bairro Aldeota, em Fortaleza. A morte ocorreu no último domingo (13), mas a causa e as circunstâncias ainda não foram determinadas.
A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informou que Isabelle apresentava lesões “compatíveis com o impacto contra o solo”. Exames toxicológicos não identificaram substâncias de interesse no corpo da universitária. Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), quatro pessoas prestaram depoimento, outras quatro oitivas estão agendadas e imagens de câmeras continuam em análise.
Relato da mãe
Isorlanda Caracristi, mãe da estudante, publicou um vídeo nas redes sociais na sexta-feira (18) pedindo respostas sobre o caso. Ela afirmou que Isabelle começou um estágio em um escritório de advocacia em julho e, menos de dez dias depois, contou que namorava o chefe. A jovem teria passado a ficar cada vez mais na casa dele até decidir morar no local.
A professora disse que se preocupou com a rapidez do relacionamento e relatou que João tentou acompanhá-la durante uma consulta ginecológica da filha. Também afirmou que ele teria pedido para usar o cartão de Isabelle e falado em abrir uma empresa em nome dela. Segundo Isorlanda, apesar das preocupações da família, a estudante estava apaixonada e animada com a possibilidade de construir uma carreira na advocacia ao lado do namorado.
Dias antes da morte, Isabelle sentiu dores no pescoço. Ela passou o fim de semana com a mãe, e as duas foram a uma festa de aniversário da família no sábado (12). No domingo, a estudante disse que iria a uma missa e a uma procissão com João e a mãe dele. Naquela noite, enviou duas mensagens à mãe, incluindo: “Mãe, eu te amo”. Depois, Isorlanda não conseguiu mais falar com a filha.
Na manhã seguinte, a professora percebeu que havia sido bloqueada nas redes sociais pelo namorado de Isabelle. Acompanhada do irmão, foi até o condomínio e afirmou que só soube da morte ao chegar ao local. Segundo o relato, João e a mãe dele não avisaram a família nem compareceram ao velório ou ao enterro.
O escritório informou que Isabelle trabalhou por “aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto” e pediu desligamento por razões pessoais. A empresa declarou ainda que João exercia exclusivamente atividades administrativas e deixou de prestar serviços ao local.
Imagens e perícia
As câmeras do condomínio registraram a chegada de Isabelle às 17h58. Por volta de 18h32, João saiu sozinho do edifício. Cerca de 40 minutos depois, a estudante entrou no elevador e seguiu para a cobertura, no 23º andar. O apartamento de João ficava no 15º, e esse foi o último momento em que Isabelle foi vista viva.
A jovem foi encontrada morta na área comum do condomínio por volta das 20h40. João retornou ao prédio às 22h48 e não foi localizado até o momento, permanecendo procurado.
A Polícia Civil apreendeu o celular e o tablet da mãe dele. Os aparelhos serão submetidos a perícia, assim como o celular de Isabelle.








