O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a velocidade da apuração do primeiro turno da eleição brasileira para criticar o sistema eleitoral americano. Em uma publicação na Truth Social, ele acusou cidades e estados dos EUA de corrupção na contagem dos votos, mas não apresentou evidências.
A mensagem foi divulgada após a votação realizada neste domingo (4). Trump afirmou que o resultado brasileiro foi conhecido poucas horas depois do encerramento das urnas e comparou o processo a localidades americanas governadas pelo Partido Democrata. A versão inicial do texto mencionava incorretamente outro país e foi corrigida horas depois para citar o Brasil.
Na publicação, Trump escreveu que os resultados brasileiros saíram no mesmo dia e afirmou que, em Detroit, Filadélfia, Califórnia e outras localidades dos Estados Unidos, a apuração levaria semanas. Em seguida, classificou a votação americana como corrupta.
Detroit fica no Michigan, enquanto Filadélfia está na Pensilvânia. A Califórnia é governada pelo democrata Gavin Newsom. As acusações feitas pelo presidente americano não foram acompanhadas de provas.
Apesar de dizer anteriormente que acompanhava a eleição brasileira “bem de perto”, Trump não citou Luiz Inácio Lula da Silva nem Flávio Bolsonaro (PL), que avançaram ao segundo turno. Ele também não declarou apoio a nenhum dos candidatos em manifestações anteriores sobre a disputa.
Resultado no Brasil
Flávio Bolsonaro liderou o primeiro turno, com 47,03% dos votos válidos, correspondentes a 56.104.503 votos. Lula obteve 45,16%, com 53.879.538 votos, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os candidatos voltarão a disputar a Presidência daqui a três semanas. Lula busca permanecer no Palácio do Planalto e alcançar um quarto mandato. Flávio Bolsonaro tenta assumir o cargo pela primeira vez e suceder Lula a partir de 2027.
A declaração de Trump ocorre durante a campanha para as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. O Partido Republicano tenta manter o controle do Congresso, enquanto o presidente intensifica as críticas às eleições em regiões administradas por democratas.








