O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes defendeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, diante de questionamentos sobre uma possível ligação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (17), Mendes também voltou a criticar o ministro André Mendonça, relator do caso, a quem chamou de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral”.
Mendes afirmou que a divulgação de mensagens encontradas no celular de Vorcaro atingiu injustamente a reputação de Gonet. O ministro questionou a decisão de Mendonça de expor o conteúdo, que também envolve o nome do ministro Alexandre de Moraes.
“Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada”, escreveu Mendes. Para o ministro, a confirmação posterior da integridade do procurador-geral não elimina o questionamento sobre a exposição pública do caso.
Mensagens e discussão no Supremo
Investigações da Polícia Federal apontam uma suposta troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes. Nas conversas, Gonet teria sido citado pelo ex-banqueiro em uma possível tentativa de intercessão para evitar problemas nas investigações relacionadas ao caso Master.
Durante a sessão do Supremo que analisou o suposto envolvimento de Moraes com Vorcaro, Mendes e Mendonça discutiram no plenário. Mendes acusou o relator de tentar obter ganhos políticos com o episódio.
O ministro citou como indício a publicação de um vídeo em que Mendonça agradeceu o apoio popular. Mendes comparou a situação ao que ocorreu na Lava Jato e afirmou que vazamentos seletivos teriam sido usados para formar uma condenação na opinião pública antes da ação penal.
Mendes também disse que esse tipo de exposição prejudica o direito de defesa e a presunção de inocência. Na publicação, mencionou Deltan Dallagnol e Sergio Moro ao criticar a exploração política de casos judiciais.








