Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Flávio Bolsonaro articula adiamento da votação do fim da escala 6×1

Senador pediu a Davi Alcolumbre que deixasse a análise da PEC para depois das eleições, em meio à crise no STF.

Sakamoto: Flávio aproveita crise no STF e consegue barrar votação do fim da 6×1
Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articulou o adiamento da votação da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1. Após a aprovação do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta (2), ele procurou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e afirmou que a análise da matéria poderia desequilibrar as eleições.

Alcolumbre anunciou que a proposta deve ser votada ainda em 2026, mas somente depois das eleições. Integrantes do governo avaliam que a mudança perde força com o adiamento, porque dois terços do Senado estarão em disputa. A proximidade da eleição era vista como um fator de pressão para que os parlamentares apoiassem a medida.

A articulação ocorreu enquanto o Supremo Tribunal Federal enfrentava desdobramentos relacionados aos escândalos do Banco Master e do INSS. Vazamentos sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro e questionamentos sobre a relatoria do ministro André Mendonça concentraram a atenção pública e política no tribunal.

Disputa sobre a jornada

Flávio Bolsonaro tentou barrar a mudança com uma proposta de remuneração por hora trabalhada. A alternativa, porém, não elimina a escala 6×1, que continuaria como limite. Uma eventual redução da jornada dependeria de negociação entre patrão e empregado.

A chamada PEC da Hora Trabalhada não avançou na CCJ. Mesmo criticando o fim da escala, Flávio evitou declarar que votaria contra a proposta e afirmou: “a favor da nossa proposta”. Nesta semana, ele também disse: “Nós vamos trabalhar pela liberdade, para que o trabalhador brasileiro possa escolher a sua própria carga horária de trabalho ou como é que vai trabalhar”.

A proposta que acaba com a escala 6×1 foi aprovada na Câmara por 472 dos 513 deputados. A medida tem apoio de cerca de 70% da população e alcança eleitores de diferentes correntes ideológicas. A aprovação é uma aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para melhorar sua popularidade na reta final da campanha.

Na CCJ, o senador Rogério Marinho (PL-RN), autor da alternativa da oposição e coordenador da campanha de Flávio, pediu vista do texto. A análise foi retomada uma hora depois. Ele tentou incluir trechos de sua proposta na PEC do fim da 6×1, mas a iniciativa foi rejeitada.

Durante o debate, Marinho afirmou que reduzir a jornada sem diminuir os salários elevaria os custos. O relator, Omar Aziz (PSD-AM), reagiu e questionou se os deputados do PL que apoiaram a proposta na Câmara também seriam considerados incompetentes. Em maio, apenas 11 dos 97 deputados do partido votaram contra o fim da escala 6×1.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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