A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou uma moção de louvor a Donald Trump pouco antes de o presidente dos Estados Unidos anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. O colegiado é presidido pelo deputado paranaense Filipe Barros (PL), e a proposta foi apresentada por Sóstenes Cavalcanti (RJ), líder do partido na Câmara.
No texto, Cavalcanti defendeu que Trump, descrito como o 45º presidente dos Estados Unidos, fosse reconhecido como referência para a democracia. A homenagem foi aprovada antes da divulgação da medida que deverá prejudicar setores brasileiros como a indústria do aço e o agronegócio.
Após o anúncio, Filipe Barros responsabilizou Luiz Inácio Lula da Silva e também criticou a primeira-dama Janja Lula da Silva. O deputado afirmou que o presidente brasileiro estaria alinhado ao chamado “eixo do mal”, expressão usada pelos Estados Unidos e por apoiadores do país para justificar ações militares no Iraque e no Afeganistão neste século.
Ao comentar uma declaração atribuída a Janja na saída do Itamarati, Barros disse: “O vira-lata está ao lado dela, o Lula é vira-lata das ditaduras do mundo. Um puxa-saco de ditaduras”.
O deputado paranaense havia usado, em janeiro deste ano, um boné de campanha de Trump. Ao mencionar o governo norte-americano, o texto da moção também o relaciona a medidas contra universidades e estudantes, à deportação de brasileiros e outros imigrantes algemados, à fiscalização de redes sociais, à imposição de tarifas e à perseguição de críticos das ações de Israel na Faixa de Gaza.








