Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Atuação de Eduardo nos EUA preocupa campanha de Flávio Bolsonaro

Aliados temem que pedidos de sanções contra Alexandre de Moraes reaproximem Flávio Bolsonaro de Donald Trump na reta final da eleição.

Eduardo articula contra o Brasil nos EUA e pode prejudicar Flávio Bolsonaro, reconhecem aliados

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) avaliam que a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos pode reabrir desgastes para a campanha a duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais. A preocupação é que pedidos de novas sanções contra autoridades brasileiras façam ressurgir a associação entre Flávio e o presidente norte-americano Donald Trump.

Interlocutores da candidatura consideram que o vínculo com Trump perdeu espaço entre as críticas dos adversários ao longo da disputa. Também apontam como avanço a estratégia de associar politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O receio no núcleo da campanha está nas movimentações de Eduardo em território norte-americano. O ex-deputado tem defendido novas sanções contra Moraes e afirmado, em agendas nos Estados Unidos, que solicita punições ao ministro. Para os estrategistas, medidas oficiais de Washington poderiam recolocar Flávio no centro das ações do governo Trump justamente na reta final.

Declarações diferentes

Durante uma agenda em Vitória da Conquista, na Bahia, Flávio negou que haja ajuda do governo norte-americano na disputa eleitoral brasileira. Ele afirmou que a eleição será resolvida no Brasil e seguirá as regras existentes.

No mesmo dia, Eduardo sustentou que os Estados Unidos devem pressionar o Judiciário e o Estado brasileiro. Segundo ele, eventuais sanções não dependem do calendário eleitoral do Brasil.

A equipe de Flávio não se opõe à ofensiva contra Moraes. O próprio candidato ampliou os ataques ao ministro e passou a explorar os desdobramentos da crise institucional envolvendo o STF como um eixo de críticas a Lula. O problema, segundo aliados, é a possibilidade de a campanha voltar a ser vinculada às ações de Trump.

Tarifas e segurança pública

A avaliação considera o desgaste provocado por uma ofensiva comercial anterior de Trump contra produtos brasileiros. Na ocasião, medidas de retaliação econômica foram relacionadas à situação de Jair Bolsonaro (PL) e a decisões do Judiciário brasileiro, enquanto Eduardo defendia sanções nos Estados Unidos. O episódio foi usado por adversários para responsabilizar a família Bolsonaro pelos prejuízos econômicos e pelo impacto das tarifas.

Eduardo afirma que também atua para evitar novas retaliações comerciais contra exportadores brasileiros. Ao mesmo tempo, auxiliares de Flávio consideram positiva a cobrança feita pelo governo dos Estados Unidos ao Palácio do Planalto sobre o combate ao crime organizado.

Em documento enviado ao Congresso norte-americano, Trump declarou que o governo brasileiro falhou no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), classificados por Washington como entidades terroristas. O documento cobrou medidas enérgicas do Estado brasileiro.

A campanha pretende usar essa cobrança contra o governo Lula nos discursos sobre segurança pública, sem atribuir explicitamente a Flávio a responsabilidade pelas ações adotadas pela administração Trump. A estratégia é manter distância de condutas estrangeiras e, ao mesmo tempo, explorar politicamente as críticas ao Executivo federal.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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