Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Aviação privada registra 57 acidentes e 25 mortes no Brasil em 2026

Dados do Cenipa mostram que 11 acidentes com aviões privados foram fatais neste ano; conduta dos pilotos lidera fatores contribuintes desde 2016.

Aviação privada registra 57 acidentes e 25 mortes no Brasil em 2026
Foto: Arquivo

A aviação privada registrou ao menos 57 acidentes no Brasil em 2026, dos quais 11 foram fatais e deixaram 25 mortos. A proporção equivale, em média, a uma morte em cada cinco ocorrências com aviões privados no país, conforme dados da Força Aérea Brasileira reunidos no Painel Sipaer, do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Desde 2016, o principal fator contribuinte identificado nas ocorrências é a conduta dos pilotos. Nos últimos dez anos, foram contabilizados 1.110 acidentes e incidentes graves envolvendo aeronaves privadas. Desse total, 243 tiveram relação com o julgamento dos pilotos e 178, com problemas na aplicação de comandos.

Conduta dos pilotos e manutenção

O perito aeronáutico Daniel Kalazans afirmou que a pressão por prazos e lucros pode levar profissionais a decisões arriscadas, inclusive quando as condições climáticas não são favoráveis. Entre as alternativas diante de um perigo estão desviar da área afetada, pousar em outro aeródromo, usar um campo de futebol ou retornar ao aeroporto de origem.

Aeronaves mais modernas podem contar com alertas sobre riscos, como a proximidade do terreno, mas nem todos os aviões e helicópteros utilizam esses equipamentos. Kalazans atribuiu parte dessa resistência ao custo dos aparelhos e classificou o comportamento como uma “economia porca”.

A manutenção também aparece entre os fatores registrados. Neste ano, 22% das ocorrências foram influenciadas por falhas nessa área. O perito disse que a ocultação de problemas pode ocorrer por pressão para manter o voo e que a interrupção da operação para manutenção costuma ser vista como prejuízo financeiro.

Fiscalização e investigação

Criada pela Lei nº 11.182, em setembro de 2005, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) regula e fiscaliza a aviação civil, além da infraestrutura aeronáutica e aeroportuária. A agência é vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos e atua na certificação, fiscalização e normatização do setor.

O Cenipa investiga ocorrências aéreas com foco na prevenção de novos acidentes. O órgão afirmou que não busca atribuir culpa ou responsabilidade civil ou criminal, mas identificar fatores contribuintes e emitir recomendações de segurança quando aplicável. A fiscalização das aeronaves e a certificação de pilotos, segundo o centro, são atribuições exclusivas da Anac.

Acidente com Rick

O cantor Rick, da dupla Rick & Renner, morreu na última segunda-feira (21) após a queda de um helicóptero Bell 430 em uma área montanhosa de Urubici, na Serra Catarinense. Outros quatro ocupantes também morreram. A aeronave perdeu contato durante o trajeto entre Porto Belo e São Joaquim.

As causas ainda são analisadas. Entre as hipóteses estão a baixa visibilidade provocada pela chuva intensa, um pouso forçado malsucedido ou falhas mecânicas. Danos no bico da aeronave indicam que o helicóptero pode ter colidido com árvores antes da queda.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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