A expansão dos data centers deve favorecer as áreas de transmissão e distribuição de energia da WEG, na avaliação da Ativa Investimentos. A corretora vê espaço para crescimento de receita, rentabilidade e geração de caixa, embora tarifas e a absorção de recursos por investimentos e capital de giro limitem parte do avanço.
O relatório também aponta que a tese para a companhia está mais ligada ao aumento de volume do que à elevação de preços. As margens devem melhorar em ritmo mais lento, enquanto os preços de transformadores vêm se normalizando, ainda em um nível considerado atrativo.
Nesse cenário, a Ativa mudou a recomendação da WEG (WEGE3) de neutra para compra. O preço-alvo para o fim de 2027 passou de R$ 49 para R$ 63 por ação, estimativa que representa potencial de alta de cerca de 22% ante o último fechamento. A análise foi assinada pelo analista Lucas Dias.
A companhia tem investido nos últimos anos para aproveitar a expansão dos data centers associada ao avanço da inteligência artificial. Essas estruturas demandam transformadores, alternadores e sistemas de armazenamento em baterias (BESS), equipamentos que estão entre as linhas nas quais a WEG já atua.
Os transformadores fazem parte do negócio de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD) e respondem por cerca de 35% da receita de 12 meses, considerando a operação de GTD no exterior. Quando são somadas as receitas externas de GTD e de Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais (EEI), a participação chega a cerca de 56% da receita em 12 meses.
A Ativa afirma que os transformadores tendem a apresentar margens acima da média e a melhorar o mix de produtos. Já os alternadores da Marathon devem ampliar sua participação na carteira de pedidos, também chamada de backlog.
Após o segundo trimestre, a corretora atualizou suas estimativas e manteve a projeção de geração de caixa sólida. O relatório ressalta, porém, que capex e capital de giro absorvem parte do fluxo de caixa livre.








