A Amazon informou que ataques com drones enviados pelo Irã provocaram a perda permanente de parte dos dados de clientes armazenados em data centers da empresa no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos. Os danos ocorreram após ofensivas realizadas entre março e julho.
A Amazon Web Services (AWS) afirmou que não é possível recuperar os dados hospedados exclusivamente na zona de disponibilidade “mec1-az2”. “Não é possível restaurar o acesso aos recursos e dados hospedados exclusivamente” nessa área, declarou a divisão de computação em nuvem em sua página de suporte.
Recuperação em outras zonas
A empresa ainda tenta recuperar recursos de outras duas zonas de disponibilidade afetadas: “mec1-az1” e “mec1-az3”. Cada zona é atendida por um ou mais data centers, estrutura que permite manter a operação quando uma instalação apresenta falhas.
A maior parte dos clientes conseguiu restabelecer os dados ao transferir o acesso para outras regiões. A recuperação dependeu de backups mantidos pelos próprios usuários e da cópia de dados que não foram atingidos durante a interrupção.
Os danos foram mais graves em alguns data centers, principalmente nos localizados no Bahrein. Nessas instalações, a destruição impediu a restauração do acesso e das cópias de segurança. A AWS afirmou que os problemas na região “excederam o que nossos serviços regionais e multi-AZ foram projetados para suportar”.
Desde os ataques, a Amazon suspendeu a cobrança dos clientes dos centros de dados no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos. A companhia também concedeu créditos de US$ 150 milhões (R$ 773 milhões) aos afetados.
A empresa informou que trabalha na substituição da infraestrutura danificada e que divulgará uma atualização sobre a restauração dos serviços nos próximos meses. A Amazon também disse ter notificado as autoridades competentes e continuar cooperando com elas.
Histórico das ofensivas
A primeira ofensiva ocorreu em 1º de março, quando drones atingiram diretamente duas instalações nos Emirados Árabes Unidos. Um data center no Bahrein foi afetado por detritos de uma explosão nas proximidades.
Em 1º de abril, uma nova onda teve como alvo estruturas no Bahrein. A região voltou a ser atacada em 24 de julho, desta vez com mísseis, atingindo as instalações remanescentes. Os ataques estão relacionados aos conflitos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.








