A Amazon bloqueou o agente de inteligência artificial Muse, da Meta, em seu site e aplicativo. O serviço era usado para realizar compras de forma autônoma, mas passou a ser impedido de operar na plataforma neste fim de semana.
Consumidores que tentaram automatizar atividades receberam uma mensagem informando que o agente não tinha autorização para atuar na loja e que o acesso violava os Termos e Condições de Uso. A Amazon confirmou o bloqueio e explicou os motivos da decisão. A Meta não havia comentado oficialmente o caso.
Motivos apresentados pela Amazon
A empresa afirmou que nunca autorizou um agente de IA a atuar praticamente sozinho em sua loja digital. Também disse que não foi consultada antes da implementação e que não consegue distinguir quando o acesso é feito pelo Muse ou por um cliente humano.
A Amazon defendeu que aplicativos de terceiros criados para comprar em nome dos consumidores precisam agir com transparência e respeitar a decisão dos prestadores de serviço sobre permitir ou não esse tipo de operação.
Outro ponto levantado pela companhia foi a segurança. Segundo a Amazon, o agente poderia registrar algumas credenciais de acesso durante o processo de compra. No anúncio do Muse, porém, a Meta havia informado que o serviço não exibia dados como número do cartão ou senhas.
Medidas anteriores contra agentes
A Amazon já havia adotado medidas contra outras ferramentas de compras automatizadas. Em julho do ano passado, começou a bloquear agentes de IA da Google e da OpenAI voltados a compras online.
Em novembro, a companhia processou a Perplexity por ações automatizadas realizadas pelo navegador Comet. A Amazon perdeu a ação judicial em agosto deste ano.
Ao mesmo tempo, a empresa mantém projetos próprios de inteligência artificial voltados a compras e recomendações de produtos, como o Buy for Me. A Amazon também desenvolve modelos multimodais que incluem o Nova.







