Documentos tornados públicos pelo prefeito de Nova Iorque, Zohran Mamdani, indicam que autoridades da época sabiam que a poeira dos edifícios destruídos continuou poluindo o ar após os ataques de 11 de setembro de 2001. Nos meses seguintes, moradores e trabalhadores da região haviam recebido garantias de que a qualidade do ar era adequada para humanos.
A destruição do World Trade Center espalhou pelo Distrito Financeiro de Manhattan enormes quantidades de materiais pulverizados. No Marco Zero, dez milhões de toneladas de plásticos, vidro, cimento, cabos elétricos, gesso e outros componentes foram reduzidas a partículas e, em muitos casos, queimadas a temperaturas superiores a 1.000 graus Celsius.
Substâncias e doenças associadas
A poeira liberou metais pesados, fibras de vidro, chumbo, aço, gesso, celulose e amianto, além de produtos químicos potencialmente cancerígenos. Bombeiros, policiais, voluntários, moradores da vizinhança e trabalhadores do entorno tiveram contato direto com o material.
Estimativas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos apontam que até 400.000 pessoas foram expostas a contaminantes tóxicos, risco de lesões físicas e condições físicas e emocionais estressantes nos dias e semanas posteriores ao atentado. O órgão afirma que o impacto total sobre a saúde não pode ser mensurado.
As condições associadas aos ataques incluem sinusite, doença do refluxo gastroesofágico, asma, apneia do sono, câncer, transtorno de estresse pós-traumático, doença respiratória, doença pulmonar obstrutiva crônica, depressão e transtorno de ansiedade. Um estudo com cinco mil primeiros socorristas, publicado em 2010, constatou comprometimento da função pulmonar em todos os participantes.
Atendimento e casos de câncer
As doenças pulmonares surgiram no primeiro ano entre bombeiros que chegaram ao local na manhã dos ataques e tiveram pouca ou nenhuma melhora nos seis anos seguintes. Mil socorristas foram classificados com incapacidade respiratória permanente.
O World Trade Center Health Program foi criado pelo governo americano para oferecer tratamento médico sem custos a condições provocadas pelos ataques. Em boletim divulgado em agosto de 2026, o programa registrou 57.044 sobreviventes e socorristas com câncer atribuído ao atentado. Câncer de pele e câncer de próstata foram os tipos mais comuns.
Os ataques deixaram 2.606 mortos e milhares de feridos. O primeiro avião atingiu a torre norte às 8h46, e o segundo atingiu a torre sul às 9h03. A torre sul desabou às 9h58, e a torre norte, às 10h28.








