Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Saúde

FAM apresenta distopia sobre o futuro e documentário sobre câncer

Filmes de Lucia Garibaldi e Ana Cristina Benitez abordam uma sociedade em ruínas e a luta contra uma doença avançada.

FAM apresenta distopia sobre o futuro e documentário sobre câncer

Dois filmes exibidos no FAM apresentam perspectivas distintas sobre a sobrevivência. Um Futuro Brilhante, de Lucia Garibaldi, acompanha Elisa, uma jovem escolhida para deixar o sul onde vive com a mãe e seguir para o Norte, visto como uma espécie de terra prometida. Mama, dirigido por Ana Cristina Benitez, registra a experiência da própria cineasta após o diagnóstico de câncer no seio, em estado avançado e com metástase.

Em Um Futuro Brilhante, o ambiente é marcado por tons escuros, precariedade e uma estética retrô. Os moradores da região abandonada vivem provisoriamente, temem as formigas e cultivam a nostalgia do passado. Como as aves já não existem, alto-falantes reproduzem seus cantos.

Elisa é premiada por seus dotes e se transforma em orgulho da família e da comunidade. No Norte, ela encontrará a irmã, mas sua motivação não se resume ao sucesso: a personagem busca uma vida considerada autêntica. A narrativa apresenta ideias interessantes, embora também tenha passagens rotineiras. O desfecho foi considerado artificial e inverossímil, mesmo dentro das regras de uma ficção científica.

Acompanhamento e doença

Em Mama, Ana Cristina Benitez documenta a descoberta da doença, a dor, o tratamento, a esperança de cura, o apoio recebido, o abandono e a solidão. O filme acompanha a fragilização do corpo e os efeitos desse processo sobre a mente, avançando para reflexões sobre a finitude e a posição humana diante do universo.

Antes da sessão, a diretora entregou ao público um folder com a pergunta: “O que significa para você acompanhar?”. A questão se relaciona à presença — ou à ausência — de pessoas ao lado de quem enfrenta uma doença. A trajetória de Ana Cristina também aborda o rompimento de seu relacionamento após o início da doença e o acolhimento da família, incluindo o pai, que havia se mudado para os Estados Unidos.

A exibição terminou com aplausos prolongados, em reação à emoção provocada pelo documentário.

Livro de crítica

Também foi lançado no festival Conversas no Cinema - quatro décadas de críticas, entrevistas, artigos e reportagens, de José Geraldo Couto, pela Editora Letramento. O livro reúne textos de uma trajetória de jornalismo de cinema exercida ao longo de cerca de 40 anos. Tradutor e formado em História pela USP, Couto também participou das atividades do FAM como crítico.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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