O Cartão de TODOS chega aos 25 anos com mais de 24 milhões de filiados e uma nova etapa de expansão prevista para cidades menores. O objetivo é levar o modelo a locais onde o atendimento médico pode exigir longas viagens, ampliando a presença conquistada em municípios brasileiros com população acima de 100 mil habitantes.
A organização também passa por uma transição de comando. Tales Vilar, atual vice-presidente, assumirá como principal executivo a partir de janeiro de 2027. “Vamos avançar para um novo ciclo de crescimento, preservando a essência que nos trouxe até aqui e expandindo o acesso à saúde a ainda mais brasileiros”, afirmou.
A trajetória começou em setembro de 2001, quando Altair Vilar adaptou à realidade brasileira uma metodologia conhecida durante uma viagem à Alemanha. Os primeiros testes foram feitos em uma clínica de Ipatinga (MG). A proposta surgiu diante das dificuldades de pessoas das classes C e D para contratar planos de saúde ou conseguir atendimento prontamente pelo sistema público.
O modelo, inicialmente estruturado como cartão de benefícios, foi ampliado para um ecossistema de acesso à saúde integral. Além do atendimento físico e emocional, a organização passou a incluir iniciativas relacionadas à saúde financeira e social, educação, lazer, serviços e economia no cotidiano.
A expansão ocorreu com o sistema de franquias. Em 2016, foi criada a rede AmorSaúde, parceira do Cartão de TODOS, para ampliar a oferta de consultas médicas e serviços odontológicos a preços acessíveis. Filiados pagam R$ 30 por consultas com clínico geral e R$ 40 nas demais áreas médicas. A rede também oferece exames e tratamentos odontológicos com valores reduzidos.
Em uma década de operação, o AmorSaúde chegou a 532 unidades e atende mais de 60 mil pacientes diariamente. A rede registra mais de 18 milhões de consultas, 35 milhões de exames e um milhão de procedimentos odontológicos realizados por ano.
Impulsionado pelo Cartão de TODOS e baseado nos princípios da Administração Solidária, o Grupo TODOS se tornou o maior ecossistema de saúde privada no Brasil. O faturamento foi de R$ 6 bilhões no ano passado.
Para o próximo ciclo, o grupo aponta temas como o envelhecimento da população, a saúde mental e a diversificação dos modelos de trabalho. A intenção é manter as diretrizes estabelecidas desde o início das atividades enquanto amplia o alcance do modelo para uma parcela maior da população brasileira.








