BELO HORIZONTE — Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República, mantém 1% das intenções de voto na pesquisa mais recente do Datafolha. Ao mesmo tempo, Mateus Simões, seu sucessor no governo de Minas Gerais, aparece com desempenho inferior ao de outros concorrentes na disputa estadual.
Na terça-feira (29), Zema afirmou que pretende levar sua candidatura até “o último minuto”, em meio à pressão de aliados pela desistência. No levantamento nacional divulgado no último dia 24, ele repetiu o percentual da pesquisa anterior. Em meados de agosto, tinha 3%.
Distanciamento entre Zema e Simões
Embora declarem apoio mútuo, os dois não fizeram aparições conjuntas em Minas Gerais e quase não mencionaram um ao outro no horário eleitoral na televisão. No último dia 19, Zema esteve em Contagem, enquanto Simões participou de encontros em Nova União e Bom Jesus do Amparo. No dia seguinte, o ex-governador visitou a Igrejinha da Pampulha e a Feira Hippie, em Belo Horizonte. Simões não divulgou agenda pública.
Zema atribuiu a ausência de compromissos conjuntos à dificuldade de conciliar as agendas. “Continuo me dando muito bem”, afirmou, ao dizer que apoia Simões, que foi seu vice-governador e integrou sua administração.
Durante debate da Record Minas no dia 21, Simões declarou que seu palanque seria o único capaz de barrar a esquerda no estado e, em seguida, manifestou apoio a Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. A campanha afirmou que as posições se referiam a momentos diferentes do processo eleitoral e não alteravam o apoio declarado a Zema no primeiro turno.
A assessoria de Simões também declarou que a falta de agendas conjuntas não modifica a relação política entre os dois. O PSD de Minas Gerais informou que não há orientação formal sobre apoio a uma candidatura específica à Presidência. O partido lançou Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, ao cargo e disse respeitar a autonomia de suas lideranças regionais.
Desempenho em Minas Gerais
No recorte mineiro da pesquisa Datafolha para a Presidência, Zema registra 10% das intenções de voto. O candidato tinha 5% no levantamento de 14 de setembro e 10% em agosto.
Na disputa pelo governo estadual, Simões aparece com 5%, empatado com Flávio Roscoe. Alexandre Kalil, candidato do PDT, está à frente dele, embora figure em terceiro lugar nas pesquisas, atrás de Cleitinho Azevedo e Patrus Ananias.
Simões tem o maior tempo de tela no horário eleitoral, e sua gestão é aprovada por 41% dos mineiros. A campanha pretende apresentar propostas em agendas públicas, debates, entrevistas e conversas com diferentes segmentos da sociedade.
Zema foi eleito governador em 2018, no segundo turno, com 71,80% dos votos válidos, contra 28,20% de Antonio Anastasia. Em 2022, foi reeleito no primeiro turno com 56,20%, tendo Simões como vice. O segundo colocado foi Alexandre Kalil, com 35,09%.
Na visita à Feira Hippie, Zema disse que o resultado da eleição pode ser definido nos últimos dias e citou a possibilidade de uma mudança entre as pesquisas e a apuração oficial. Durante o compromisso em Belo Horizonte, ele também foi alvo de vaias e gritos de oposição.








