Londrina, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Política

Pobreza sobe para 32,3% na Argentina sob governo Milei

Dados do Indec mostram aumento da pobreza e da indigência no primeiro semestre de 2026, com perda de renda e empregos.

Modelo apoiado por Flávio Bolsonaro faz pobreza crescer na Argentina de Milei

A pobreza atingiu 32,3% da população argentina no primeiro semestre de 2026, alta de 4,1 pontos percentuais em relação aos 28,2% registrados anteriormente. Os dados foram divulgados em 24 pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) e indicam que 15,5 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza no país.

A indigência também aumentou, de 6,3% para 7,5%, o equivalente a 3,6 milhões de pessoas sem renda suficiente para comprar uma cesta de alimentos capaz de atender às necessidades diárias de energia e proteína. O avanço representa 595 mil pessoas a mais nessa situação.

Emprego, renda e atividade econômica

Nos 31 aglomerados urbanos pesquisados diretamente pelo Indec, 9,7 milhões de pessoas estão na pobreza. O grupo corresponde a 2,5 milhões de famílias, ou 24,4% dos lares avaliados. A indigência alcança outras 600 mil famílias, equivalentes a 5,6% do total.

A deterioração dos indicadores ocorre em meio à redução do emprego, à perda do poder de compra e à retração de setores com grande número de trabalhadores. Desde a posse de Javier Milei, em dezembro de 2023, cerca de 30 mil empresas fecharam, e o desemprego chegou a 7,9%, maior índice desde 2021. Quase metade da população economicamente ativa está na informalidade.

A cesta básica total subiu 19,6% no primeiro semestre, acima da inflação acumulada de 16,8%. Em 12 meses, o aumento chegou a 34,7%, enquanto os salários tiveram reajuste médio de 25%. O salário mínimo perdeu 39,1% do valor real desde o início do governo Milei.

A pobreza alcança 44,5% das crianças e adolescentes de até 14 anos. Para Agustín Salvia, diretor do Observatório da Dívida Social Argentina, os benefícios sociais ainda existentes evitam uma piora maior. Sem esses programas, ele calcula que a indigência dobraria, passando de 7,5% para cerca de 15%.

“O aumento da inflação, a deterioração do mercado de trabalho, a menor atividade econômica e o menor consumo empurram o aumento da pobreza”, afirmou Salvia.

A atividade econômica encolheu 2,9% em julho, a maior queda mensal dos últimos seis anos. O recuo atingiu comércio, indústria e construção, setores afetados pela abertura das importações, pela redução do consumo interno e pelo fechamento de pequenas e médias empresas.

Programa defendido por Flávio Bolsonaro

O Centro de Economia Política Argentina (Cepa) avalia que os próximos meses podem trazer novas perdas para o salário mínimo, as aposentadorias e os programas de transferência de renda. A entidade também questiona a divulgação de uma redução da pobreza em anos anteriores e afirma que parte do resultado decorreu de uma mudança metodológica no início do governo Milei, que deu mais peso à renda do trabalho informal.

O estudo citado aponta aumento real de 36,3% nos salários de trabalhadores sem registro, enquanto outras medições indicam perda de pelo menos 35% na renda de quem deixa um emprego formal e passa à informalidade.

Flávio Bolsonaro, do PL, apresenta para o Brasil uma orientação econômica semelhante à adotada por Milei. Seu programa prevê corte de pelo menos dez ministérios, reforma administrativa, revisão das normas trabalhistas e previdenciárias, abertura comercial e retomada das privatizações. Em julho, Milei participou do lançamento da candidatura e declarou apoio ao candidato brasileiro.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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