A pesquisa Quaest divulgada neste 7 de Setembro, a 24 dias das eleições, mostra Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro empatados numericamente no segundo turno, com 41% para cada um. Lula tinha 45% em julho e vem registrando queda de um ponto percentual a cada levantamento da Quaest.
O levantamento também indica piora na avaliação do governo. A desaprovação chegou a 50%, enquanto a aprovação recuou para 43%, uma diferença de 7%. O professor Felipe Nunes, da Quaest, afirmou que a economia é um dos fatores que dificultam a melhora da aprovação. Entre as preocupações do eleitorado, a violência aparece em primeiro lugar, e a corrupção ocupa a segunda posição.
A pesquisa aponta ainda redução do apoio feminino a Lula. O grupo de eleitores considerados independentes também não demonstra intenção de migrar em peso para o presidente no segundo turno. Já os eleitores dos demais candidatos tendem a se posicionar contra Lula nessa etapa da disputa.
Disputa no segundo turno
Além de Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema fizeram ataques a Lula, ao Supremo Tribunal Federal e a Alexandre de Moraes no 7 de Setembro. Augusto Cury aparece com 8% na pesquisa.
O histórico citado no levantamento mostra que presidentes que disputaram a reeleição cresceram nas pesquisas nesta fase da campanha, impulsionados pela propaganda eleitoral no rádio e na televisão e pela divulgação de resultados de seus governos. Jair Bolsonaro foi o único derrotado entre esses presidentes, em 2022, quando perdeu para Lula.
Os dados apresentados indicam que a vantagem de Lula no segundo turno diminuiu, enquanto Flávio Bolsonaro não avançou nos percentuais. A evolução das intenções de voto e da avaliação do governo aparece como o principal sinal da mudança no cenário eleitoral.







