Jon Batiste fez uma apresentação marcada pela imprevisibilidade, pela interação com o público e pela mistura de estilos no Palco Mundo do Rock in Rio. Nas três primeiras músicas, tocou escaleta, baixo e piano, sem deixar de se comunicar com a plateia durante a apresentação.
O cantor e multi-instrumentista levou ao palco uma banda de percussão do Rio de Janeiro, responsável por um arranjo de samba para Worship. Também convidou a bailarina carioca Ingrid Silva para dançar enquanto tocava piano, inclusive durante Chega de Saudade.
Em outro momento, Batiste chamou uma cantora brasileira para interpretar Mas, Que Nada! enquanto tocava piano. A música, frequentemente escolhida por artistas estrangeiros como referência ao Brasil, ganhou espaço em uma apresentação na qual o trecho “você não vai querer que eu chegue no final” combinou com a proposta do show.
Do pop ao blues e ao soul, o artista conduziu a apresentação com uma banda completa, backing vocals e percussão, mas manteve o protagonismo no palco. Durante Freedom, afirmou: “Isso não é um show. É uma prática espiritual”. Depois, pediu que a plateia congelasse e foi atendido.
A comunicação com o público se estendeu para além dos fãs que acompanham diretamente seu trabalho. Uma mulher apareceu no telão e resumiu a reação ao dizer “Bom demais”.
Batiste tem oito Grammys, incluindo o prêmio de Álbum do Ano. Sua trajetória foi apresentada como ligada à tradição de artistas como Sam Cooke e Marvin Gaye. No Rock in Rio, ele se apresentou antes de Gilberto Gil e Elton John.
A apresentação também destacou ritmos da cultura negra, antes marginalizados, que mobilizaram a multidão. Ao final, Batiste deixou o palco com a sensação de missão cumprida e a certeza de ter conquistado novos fãs.








