Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Lula não deve agir sobre pedido de afastamento de Paulo Gonet da PGR

O presidente recebeu de senadores uma solicitação para retirar Gonet do cargo após diálogos do procurador com Daniel Vorcaro.

Lula não deve agir sobre pedido de afastamento de Paulo Gonet da PGR
Foto: Wilton Junior/Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve responder ao pedido de senadores da oposição para afastar Paulo Gonet do cargo de procurador-geral da República. A avaliação no Palácio do Planalto é que Lula não pretende tomar medidas que antecipem um julgamento ou uma condenação do chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A mesma posição teria sido adotada em relação a Andrei Rodrigues, afastado do comando da Polícia Federal nesta terça-feira, 8. O pedido de exoneração de Gonet foi encaminhado ao presidente em 2 de setembro, após a divulgação de diálogos entre o procurador-geral e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro.

Um integrante da campanha petista afirmou que a PGR representa os três Poderes e que a definição de seu comando não cabe somente ao presidente. Lula recebe sugestões de nomes para ocupar a função, mas não seguiu a lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) ao indicar Gonet, em novembro de 2023.

Escolha de Gonet

A indicação de Gonet rompeu com a prática adotada por Lula em seus governos. Em 2019, o ex-presidente Jair Bolsonaro também não escolheu um nome da lista da ANPR e indicou Augusto Aras para a PGR. Aras foi sucedido por Gonet.

Conversas com Vorcaro

Daniel Vorcaro conversou por telefone e trocou mensagens com Gonet. Os contatos foram intermediados pelo advogado Ciro Soares, que atuava como emissário entre os dois.

Nas conversas, Gonet disse sentir saudades e chamou Vorcaro de “máquina”. O procurador também aceitou um convite para uma degustação de uísque em Londres e pediu que seu filho fosse incluído no evento.

A Polícia Federal recuperou os registros no celular de Vorcaro durante uma investigação sobre crimes atribuídos ao banqueiro. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal e tem como relator o ministro André Mendonça.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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