Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Delação sobre Banco Master detalha transferências a fundo ligado a Eduardo Bolsonaro

Antonio Carlos Freixo Júnior relatou à PGR remessas ao Havengate e entregas em dinheiro feitas a pedido de Daniel Vorcaro.

Delação de operador de Vorcaro à PGR detalha repasses a fundo ligado a aliado de Eduardo Bolsonaro

A colaboração premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, à Procuradoria-Geral da República (PGR) detalha transferências internacionais e entregas de dinheiro vivo realizadas a pedido de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Entre os pagamentos estão remessas ao Havengate, fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos.

Freixo Júnior é dono da Entre Investimentos e Participações. O acordo foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso Master, mas ainda precisa ser homologado. Não há prazo definido para a decisão.

O Havengate é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, apontado como próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Os relatos apresentados aos investigadores podem ajudar a rastrear a movimentação financeira do fundo nos Estados Unidos e embasar eventuais pedidos de cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas.

Recursos destinados ao filme

O empresário teria informado sobre transferências da Entre Investimentos para o exterior e pagamentos em espécie solicitados por Vorcaro. Freixo Júnior, porém, teria declarado que não sabia que os valores enviados ao Havengate seriam usados na produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal e a PGR investigam se todos os recursos repassados por Vorcaro foram empregados no filme ou se parte do dinheiro foi destinada a despesas de Eduardo Bolsonaro no exterior. As suspeitas envolvem um acordo de R$ 134 milhões entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro para financiar a produção.

Mensagens atribuídas a Vorcaro mostram que ele teria orientado o cunhado, Fabiano Zettel, apontado pelos investigadores como seu operador financeiro, a usar a Entre Investimentos para efetuar pagamentos em dólar. Depois, Zettel perguntou se poderia pedir ao Minas, apelido de Freixo Júnior. Na sequência, foi enviado um comprovante de transferência de US$ 2 milhões para um fundo ligado à produção.

A Entre Investimentos teria feito pelo menos sete pagamentos ao Havengate. Um deles ocorreu em 16 de setembro de 2025, meses depois de Flávio Bolsonaro afirmar que os repasses para o filme tinham terminado.

O Banco Master também realizou um pagamento de R$ 2,329 milhões diretamente à Entre Investimentos em 2025. O valor consta nas declarações de Imposto de Renda do banco compartilhadas com a CPI do Crime Organizado.

Uma perícia privada encomendada pela Go Up Entertainment apontou que 72% das despesas da produção ocorreram nos Estados Unidos, embora as filmagens tenham sido feitas no Brasil. Freixo Júnior não está preso nem usa tornozeleira eletrônica. A defesa dele não foi localizada para comentar o caso.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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