SÃO PAULO — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou neste sábado (3) a agenda oficial de campanha antes do primeiro turno com uma caminhada em São Paulo. No discurso, apresentou a disputa eleitoral como um confronto entre projetos e afirmou: “De um lado tem a democracia e a soberania, do outro a barbárie”.
Participaram do ato o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Lula disse que integrantes de seu governo presentes na caminhada são responsáveis por prender o que chamou de “quadrilha da Previdência”. Segundo o presidente, o grupo teria sido criado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também afirmou que os adversários estão preocupados com o surgimento de novas informações relacionadas ao caso Master.
O presidente declarou que o povo brasileiro derrotará a extrema-direita e os fascistas. Também acusou o outro lado de ter um chefe de quadrilha, disse que os adversários acabaram com tudo e afirmou que seu governo reconstruiu o país. Para o próximo período, prometeu uma revolução educacional e tecnológica.
Cartões, juros e apostas
Ao abordar a mobilização eleitoral, Lula afirmou que a Paulista pertence ao povo brasileiro e voltou a convocar eleitores com mais de 70 anos para votar neste domingo (4). Ele também retomou as declarações sobre cartões de crédito, após a repercussão de sua fala no Flow Podcast sobre a oferta de múltiplos cartões.
O presidente disse que os bancos não devem enviar cartões a clientes que não fizeram o pedido. Afirmou ainda que cada cidadão pode ter quantos cartões quiser, mas manifestou preocupação com o endividamento, o envio sem solicitação e os juros cobrados pelas instituições financeiras. Para Lula, o sistema financeiro deve ganhar dinheiro com a produção, e não com taxas de juros impagáveis.
No mesmo discurso, criticou as casas de apostas. Lula afirmou que as bets se tornaram uma doença para o povo brasileiro, mencionou pessoas contraindo dívidas que não conseguem pagar e disse que seu governo decidiu proibir as apostas.
O presidente também citou o projeto para o fim da escala 6x1 e afirmou que investir no futuro envolve educação, ciência e tecnologia.








