A advogada Leila Mascarenhas lançou o livro “Mulheres na Democracia: Representação Política no Brasil em Perspectiva Comparada”, que examina a participação feminina na política e a presença das mulheres nos espaços de poder. A obra foi publicada pela Editora Fórum e resulta de uma pesquisa sobre experiências do Brasil e da Argentina.
Secretária de Relações com a Sociedade do Supremo Tribunal Federal, Leila analisa no livro a baixa presença feminina em posições de poder. A autora afirma que a pesquisa também está relacionada à própria trajetória e à intenção de contribuir para o debate sobre uma democracia mais plural e representativa.
“Mulheres na Democracia nasceu de uma inquietação que me acompanha há muitos anos: compreender por que, mesmo sendo maioria na sociedade e no eleitorado, as mulheres ainda ocupam tão pouco os espaços de poder”, disse Leila Mascarenhas.
Debate sobre representação
O lançamento ocorreu na biblioteca do Supremo Tribunal Federal e reuniu pesquisadores, advogados e autoridades. Entre os participantes estava o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que ressaltou a importância de discutir a diferença entre a igualdade prevista no direito e a participação efetiva das mulheres nas instituições.
Para Fachin, a análise da presença feminina não deve considerar apenas o direito ao voto ou a quantidade de representantes. Também é necessário observar as condições concretas de acesso à representação e aos processos de decisão.
O prefácio foi escrito pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e ministro aposentado Luís Roberto Barroso. No texto, Barroso defende alterações no sistema eleitoral brasileiro para ampliar a representação feminina no Parlamento. Ele afirma que o modelo atual tem baixa representatividade e dificulta a governabilidade, além de propor o voto distrital combinado a uma lista partidária como forma de garantir presença feminina previamente definida nas eleições.








