Roberto Justus afirmou neste sábado (3) que usou recursos pessoais para recomprar uma dívida da SteelCorp e impedir que Daniel Vorcaro se tornasse sócio da empresa. O empresário, que é fundador e CEO da companhia, explicou as mensagens trocadas com o fundador do Banco Master e rebateu críticas sobre a negociação.
Justus disse que criou a SteelCorp há três anos e procurou investidores para financiar a expansão da startup. Segundo ele, Vorcaro demonstrou interesse em investir na empresa em 2024, quando ainda mantinha prestígio no mercado e não enfrentava as investigações citadas posteriormente pelo empresário.
Investimento e cobranças
O acordo foi estruturado por meio de notas comerciais. Inicialmente, o valor era registrado como dívida e deveria ser convertido em participação societária. Como a conversão demorou, a quantia continuou aparecendo como dívida no balanço da SteelCorp, o que levou Justus a cobrar Vorcaro pela conclusão da operação.
As mensagens também registraram tratativas para encerrar a relação entre os dois. Justus reconheceu que usou um tom duro e mencionou a possibilidade de recuperação judicial da empresa como forma de pressionar pela solução do impasse. “Sim, fui duro. Falei até de uma possível recuperação judicial”, afirmou.
O empresário declarou que decidiu não permitir a conversão do investimento em ações depois que começaram os problemas envolvendo o Banco Master. “Eu não quero Daniel Vorcaro no meu negócio”, disse. Justus afirmou ainda que recomprou a dívida com dinheiro próprio e encerrou a relação comercial.
Defesa da negociação
Justus negou ter escondido o vínculo empresarial com Vorcaro e classificou a operação como uma negociação entre empresários. “Isso eu nunca escondi. Falei abertamente em várias entrevistas”, declarou.
Ele também rejeitou insinuações sobre a origem dos recursos que passaram pela SteelCorp e disse não aceitar ser responsabilizado por um negócio feito antes das investigações e da liquidação do banco mencionadas em sua fala.
Ao comentar a escolha dos investidores, Justus reconheceu ter cometido um erro, mas afirmou que corrigiu a situação. O empresário citou seus 50 anos de carreira e disse que jamais teria aceitado recursos de origem ilícita.








