O ministro Gilmar Mendes pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que todos os magistrados tenham acesso aos dados brutos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira, 15. A sessão vai analisar se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por suposto envolvimento com o caso Banco Master.
O pedido foi apresentado neste sábado, 12, após Fachin solicitar ao relator do caso, André Mendonça, a retirada do sigilo das investigações. Gilmar afirmou que uma cópia dos dados extraídos do aparelho foi entregue ao gabinete de Mendonça, sem que o mesmo acesso fosse disponibilizado aos demais ministros.
O ministro também pediu que, se Mendonça não fornecer o material, a Polícia Federal seja acionada com urgência, por meio da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/PF), para encaminhar as cópias aos integrantes da Corte. Gilmar apoiou a solicitação feita por Cristiano Zanin, que havia pedido as informações na sexta-feira.
Argumentos sobre o sigilo
Mendonça respondeu que o material está lacrado e que nunca o manuseou. Segundo o relator, a cópia foi preservada como “contraprova” caso os arquivos originais sejam perdidos. Ele afirmou ainda que a divulgação integral dos dados poderia prejudicar investigações em andamento, comprometer o sigilo e afetar a persecução penal.
O relator negou haver desigualdade entre os julgadores e disse que não tem acesso a informações que não estejam formalizadas. Também afirmou que a defesa de Vorcaro recebeu a íntegra do conteúdo porque os dados são devolvidos aos advogados após a extração.
Mendonça declarou que os demais ministros têm acesso a todo o material usado no julgamento de terça-feira. Em outra manifestação, Moraes acusou o relator de proteger “determinado grupo político” ao liberar apenas parte dos processos e criticou o levantamento seletivo do sigilo.








