Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou ter relação com Daniel Vorcaro e com o filme Dark Horse horas antes do vazamento de mensagens em que aparece negociando com o banqueiro apoio à produção. Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal. Depois, em vídeo publicado nas redes sociais, o senador admitiu a relação com o longa e afirmou que a obra não recebeu dinheiro público.
A produção é uma cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). Em 2024, o deputado federal Mário Frias (PL-SP), roteirista do filme e ex-ministro da Cultura, enviou R$ 2 milhões em emendas parlamentares à produtora. O repasse ocorreu por meio do Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira Gama, dona da Go UP Entertainment, responsável pela pré e pós-produção.
Relações com o Banco Master
Em abril de 2026, Flávio classificou como “narrativa falsa” a associação entre políticos da direita e o caso Master. A Polícia Federal investiga o suposto pagamento de R$ 300 mil mensais, além de outras vantagens, de Vorcaro ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro.
A investigação também alcança campanhas de Jair Bolsonaro à Presidência da República e de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Governo de São Paulo, em 2022. Eles receberam, respectivamente, R$ 3 milhões e R$ 2 milhões de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado no caso.
PIX e fome
Em maio de 2026, durante evento do PL em Florianópolis, Flávio usou uma camiseta com a frase “o PIX é do Bolsonaro”. O sistema foi lançado em novembro de 2020, mas começou a ser planejado em 2018, no governo de Michel Temer (MDB). O Banco Central criou naquele ano um grupo de trabalho sobre pagamentos instantâneos.
Em abril, o senador atribuiu ao Governo Lula uma crise de pobreza extrema e usou imagens de pessoas catando comida no lixo. As gravações, porém, foram feitas em outubro de 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro.
Contradições políticas
Em abril de 2024, Flávio chamou de “fake news” a informação de que era contra o impeachment de Alexandre de Moraes. Em entrevista, disse que o afastamento de um ministro do STF não resolveria os problemas do país. Em julho de 2025, contudo, protocolou no Senado um pedido de impeachment de Moraes.
Em março deste ano, o senador propôs uma PEC para acabar com a reeleição à Presidência. Dois meses depois, em 8 de maio, durante o lançamento da chapa de Jorginho Mello ao Governo de Santa Catarina, afirmou que seu governo poderia durar quatro, cinco ou oito anos.









