Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Política

Reportagens expõem contradições de Flávio Bolsonaro sobre Banco Master

Senador teria negado relação com Daniel Vorcaro antes de admitir negociação para financiar filme sobre Jair Bolsonaro.

Mentiras deixam Flávio Bolsonaro nu em praça pública
Foto: Anderson Coelho/Folhapress

Reportagens sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro colocaram em dúvida declarações do senador sobre o Banco Master e o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro. Antes da divulgação das informações, Flávio havia defendido uma ampla apuração sobre o caso e usado uma camisa com a frase: “O Pix é do Bolsonaro. O Master é do Lula.”

Em uma abordagem feita pouco antes da publicação das reportagens, o repórter Thalys Alcântara perguntou a Flávio se ele havia negociado com Vorcaro pagamentos para a produção do filme. O senador teria negado os pagamentos, chamado o jornalista de “militante” e afirmado que se tratava de dinheiro privado. A abordagem, segundo o relato, durou 20 segundos.

Depois, conversas divulgadas mostraram mensagens de proximidade entre Flávio e Vorcaro. Em uma delas, o senador escreveu: “Estou e estarei contigo sempre”. O contato teria ocorrido um dia antes de Vorcaro ser preso. O senador também é acusado de ter omitido a relação com o banqueiro enquanto se apresentava como um dos críticos do escândalo do Banco Master.

Valores e versões sobre o filme

A agência de checagem Aos Fatos afirmou que Flávio contou ao menos 12 mentiras sobre o caso antes da publicação das reportagens. Em outro episódio, o senador teria admitido o recebimento de dinheiro de Vorcaro para o filme, enquanto a produtora, com apoio de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, negou ter recebido qualquer valor.

A negociação mencionada envolveria R$ 134 milhões. O texto também afirma que o filme não teria recebido os R$ 61 milhões combinados. A produção teria registrado denúncias de comida estragada, alimentação insuficiente, longas jornadas de trabalho e atrasos de pagamento.

A Polícia Federal suspeita que recursos destinados ao projeto tenham sido usados para financiar despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O dinheiro teria sido transferido pela Entre Investimentos e Participações, empresa ligada a Vorcaro, para um fundo controlado por aliados de Eduardo e sediado no Texas.

Na última quinta-feira, conversas privadas também teriam mostrado que Vorcaro aceitou receber Jair Bolsonaro em sua mansão em Brasília para assistir a um documentário. O encontro teria relação com um pedido de apoio ao financiamento de “Dark Horse”, mas não há confirmação de que a reunião ocorreu.

O caso provocou versões divergentes entre integrantes do bolsonarismo. As informações sobre a ligação financeira entre Vorcaro, Flávio e a produção cinematográfica seguem no centro das acusações e das suspeitas mencionadas no episódio. O Intercept Brasil enfrenta mais de 25 processos na Justiça, conforme a informação divulgada ao final do material.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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