Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Eurodeputado polonês pede identificação de brasileiras por fotos com símbolos do PT

Dominik Tarczyński publicou imagens no X e não apresentou evidências de ilegalidade ou vínculo com órgãos oficiais na Polônia.

Eurodeputado polonês pede identificação de brasileiras por fotos com símbolos do PT

Duas brasileiras foram expostas nas redes sociais pelo eurodeputado polonês Dominik Tarczyński, que pediu informações sobre elas após a eleição presidencial brasileira. As imagens mostram as mulheres usando símbolos associados ao Partido dos Trabalhadores (PT), incluindo um bóton vermelho em formato de estrela com a sigla do partido.

Em uma publicação no X, o parlamentar divulgou as fotografias e escreveu, em polonês: “Se alguém tiver informações sobre estas senhoras, por favor, entre em contato por mensagem privada. URGENTE.” Tarczyński não informou qual crime elas teriam cometido, por que pretendia identificá-las ou como usaria os dados recebidos.

A legislação polonesa citada no caso não estabelece que o uso individual de uma estrela vermelha ou de outro símbolo associado à esquerda seja automaticamente proibido. O artigo 13 da Constituição da Polônia veda partidos e organizações cujos programas se baseiem em métodos totalitários ou em formas de atuação do nazismo, fascismo e comunismo. A norma também alcança organizações que promovam ódio racial ou nacional, violência para conquistar ou influenciar o poder ou estruturas e filiações secretas.

A legislação penal do país pune a promoção pública de regimes nazista, comunista, fascista ou de outros sistemas totalitários, além da divulgação dessas ideologias. A simples exibição de um símbolo, porém, não corresponde automaticamente ao crime.

Atuação política

Em 2011, o Tribunal Constitucional da Polônia considerou inconstitucional um trecho que criminalizava de forma ampla objetos com “simbologia fascista, comunista ou outra totalitária”. A formulação foi retirada da legislação.

Documento do Parlamento polonês também registra entendimento de promotores de que a mera exibição de determinados símbolos, sem elementos que indiquem intenção de convencer outras pessoas a adotar um regime totalitário, não necessariamente cumpre os requisitos do artigo 256 do Código Penal.

Tarczyński integra o partido Lei e Justiça (Prawo i Sprawiedliwość, PiS) e o grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus no Parlamento Europeu. Ele participa das comissões de Comércio Internacional e de Assuntos Jurídicos e da delegação parlamentar responsável pelas relações com os Estados Unidos.

O político está no Parlamento Europeu desde 2019. No episódio, não apresentou evidências de ilegalidade nem disse atuar em nome de órgão policial, de inteligência ou do Estado polonês.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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