Londrina, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Política

Brasil prepara medidas contra possível interferência dos EUA nas eleições

Governo monitora pressão estrangeira e desinformação diante da disputa entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.

Brasil prepara medidas contra possível interferência dos EUA nas eleições

O Brasil prepara uma estrutura de proteção para tentar evitar uma possível interferência dos Estados Unidos na votação do próximo domingo (4). A estratégia inclui o monitoramento de grupos de pressão estrangeiros, o combate a alegações falsas de fraude eleitoral e a busca de apoio diplomático junto a países da Europa, da Ásia e de outras regiões.

A preocupação de autoridades brasileiras está concentrada na possibilidade de uma atuação do governo de Donald Trump em favor do senador Flávio Bolsonaro, que disputa a Presidência contra Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação é que uma ajuda externa poderia alterar o equilíbrio de uma eleição considerada acirrada.

Desde que Trump assumiu a Casa Branca, candidatos de direita alinhados a Washington venceram as últimas sete disputas regionais. O republicano declarou apoio explícito ao vencedor em duas delas. No caso brasileiro, ele ainda não manifestou publicamente apoio a um candidato, mas integrantes do governo avaliam que medidas mais discretas podem favorecer Flávio Bolsonaro.

Monitoramento e pressão internacional

A preparação envolve servidores do sistema eleitoral, policiais, agentes de inteligência e diplomatas. As autoridades também acompanham campanhas digitais originadas no exterior. Publicações pagas, compartilhadas por contas de destaque da direita americana, aumentaram a atenção sobre possíveis ações para impulsionar Flávio Bolsonaro, incluindo mensagens que apontaram sua alta no mercado de apostas Polymarket.

O governo brasileiro também teme que eventual apoio americano seja acompanhado de outras medidas contra a imagem de Lula. Entre os elementos citados estão sanções anunciadas contra ministros e magistrados brasileiros, justificadas pela defesa de condenados pela trama golpista, e sobretaxas aplicadas a produtos nacionais.

Lula é descrito como um dos poucos líderes mundiais a confrontar Trump. O presidente afirmou, durante a abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, que o Brasil não deveria sofrer ingerência externa nas eleições. O governo também impediu a visita de emissários dos Estados Unidos que pretendiam acompanhar o sistema eleitoral brasileiro.

Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ampliaria os planos de Washington para expandir sua influência na América Latina por meio de aliados de direita. Nesse cenário, o Brasil poderia se aproximar mais dos Estados Unidos em temas como combate ao crime organizado e exploração de minerais críticos.

O histórico recente também alimenta a preocupação sobre a reação a uma derrota. Em 2022, Joe Biden reconheceu a vitória de Lula logo após a divulgação do resultado. O gesto não impediu a invasão dos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 por apoiadores de Jair Bolsonaro. Há receio de que, se Flávio perder, acusações semelhantes de fraude eleitoral sejam lançadas, com possível apoio de Trump, em cenário comparado à invasão do Capitólio em 2021.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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