A eleição presidencial de 2026 se aproxima do fim em um ambiente sem mobilização popular, marcado por indignação e pela avaliação de que a disputa se resume à escolha do “menos pior”. O cenário é descrito como equilibrado, com os candidatos em uma corrida ponto a ponto.
A eventual vitória de Flávio Bolsonaro é associada à possibilidade de alinhamento com Donald Trump, ao retorno imediato de Jair Bolsonaro, de generais, de um almirante e de condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Também são projetados recuos em avanços de costumes. Permaneceriam no debate os vínculos atribuídos a Flávio com a milícia do Rio de Janeiro, com Daniel Vorcaro e com diferentes frentes do escândalo do INSS, em meio a versões do senador e confirmações da PF e de órgãos de investigação.
Dúvidas sobre Lula e crise institucional
Uma vitória de Lula, por outro lado, aparece cercada por dúvidas sobre um quarto mandato. O cenário considera a idade do presidente, a falta de maioria no Congresso, de equipes inovadoras e de um partido forte, além da ausência de apoio do Supremo. A esperança associada a 2022 daria lugar a temores sobre a continuidade do governo.
Nos dois casos, a crise institucional é apresentada como uma possibilidade permanente. O quadro incluiria um Executivo fraco, um Supremo em frangalhos, uma bancada bolsonarista forte no Senado, uma Câmara alinhada às circunstâncias e processos de impeachment contra ministros do STF. O tribunal continuaria no centro das investigações e sob atenção da sociedade.
As suspeitas envolvendo Lulinha, seus três processos, a lobista Roberta Luchsinger e a infiltração de um esquema no governo do pai também continuariam atingindo Lula. Marcola, descrito como seu “quase filho” e ex-chefe de gabinete, e Jaques Wagner, ex-líder do governo no Senado, são citados nesse contexto.
Apesar das incertezas políticas, o Brasil é apontado como uma das dez maiores economias, com a segunda maior extensão de terras raras, novas fontes de petróleo, liderança em energia renovável e grande disponibilidade de água doce. O desequilíbrio fiscal, o endividamento de empresas e famílias e a eleição continuariam entre os desafios. O setor produtivo e o agronegócio são apresentados como bases da estabilidade econômica.
No exterior, a relação com Donald Trump, Putin, Netanyahu e Kim Jong-un manteria o cenário imprevisível, enquanto Xi Jinping aproveitaria o que é descrito como desastre americano. Com Lula ou Flávio, a geopolítica permaneceria entre os temas centrais do país.







