Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Política

Documento apreendido associa “Mário” à produtora de Dark Horse nos Estados Unidos

Organograma encontrado em investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta um sócio não identificado na Go Up USA, ligada ao filme sobre Jair Bolsonaro.

Organograma coloca 'Mário' como sócio de produtora de 'Dark Horse' nos EUA

Um organograma apreendido pela Polícia Civil de São Paulo no inquérito sobre o filme Dark Horse associa uma pessoa chamada Mário à Go Up USA, empresa ligada à produção do longa sobre Jair Bolsonaro (PL). O documento não informa o sobrenome nem quem o elaborou.

A página foi localizada entre materiais atribuídos a “local 03”, recolhidos durante a Operação Wi-Fi Livre SP. Em uma decisão judicial, o local aparece relacionado a um endereço de Karina no Jardim Maracanã, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. O próprio organograma não explica onde foi encontrado.

No desenho, “GOUP BR” aparece conectada à “GOUP USA”. Sob a empresa americana, uma seta leva à anotação “sócio Mário”. O material também menciona Karina, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), outra organização ligada a ela, a Academia Nacional de Cultura e expressões como “contrato social”, “distribuição”, “lucro” e “eleição”.

Oficialmente, Michael Davis é apontado como sócio da Go Up nos Estados Unidos. Mário Frias (PL-SP), deputado federal e roteirista de Dark Horse, tem relações documentadas com o filme, Karina e suas organizações. Ele destinou emendas ao ICB e contratou, em sua campanha eleitoral de 2022, outra empresa controlada pela produtora. Frias foi procurado para comentar a investigação, mas não havia respondido.

Investigação sobre contrato de wi-fi

A operação apura suspeitas envolvendo um contrato de mais de R$ 100 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB, presidido por Karina. Ela é a única sócia formal da Go Up Entertainment no Brasil. O acordo previa a instalação e a manutenção de pontos de wi-fi na capital paulista.

No inquérito, também há um recibo que registra o pagamento de R$ 7.700 feito por Mário Luis Frias à Complexys, em dezembro de 2025, pelo licenciamento de um sistema de “CRM político”. A empresa era subcontratada pelo ICB e também prestou serviços ao gabinete de Frias.

O ministro Flávio Dino assumiu o caso após investigar emendas destinadas ao ICB. Em decisão sobre o fim do sigilo, ele mencionou a hipótese de que Mário Frias ocupasse posição de liderança na “suposta arquitetura criminosa”. A investigação também afirma que o político seria “participante ativo da engrenagem financeira” do filme e teria feito movimentações incompatíveis com sua capacidade econômica declarada.

Há ainda um inquérito no Supremo Tribunal Federal sobre possíveis desvios relacionados a envios feitos por Daniel Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos que supostamente financiaria o filme.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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