Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) concentraram o debate presidencial em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao reajuste do Bolsa Família e aos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ausentes do encontro. O debate foi promovido pelo portal Metrópoles, pelo podcast Inteligência Ltda e pela plataforma G4.
Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) também não participaram, após cancelarem presença nos últimos dias.
Embate sobre o STF
Em confronto com Cury, Zema afirmou que a Suprema Corte se transformou em um “balcão de negócios”. O candidato do Novo defendeu o fim de decisões monocráticas de magistrados e idade mínima de 60 anos para ministros do STF. Também chamou Davi Alcolumbre (União), presidente do Senado, de “acovardado” e o acusou de impedir a votação de pedidos de impeachment de ministros.
Cury classificou como “teatro” um episódio recente envolvendo o STF e a solicitação de vista feita por Flávio Dino. O candidato defendeu uma reforma no Judiciário, mandato de oito anos para ministros da Corte e investigação de ministros corruptos. Ele também chamou a reeleição, o desequilíbrio entre os Poderes e a interferência do Executivo de “cânceres”.
Bolsa Família e economia
No último bloco, Zema questionou Cury sobre o reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula 17 dias antes do primeiro turno. O escritor afirmou que a medida era eleitoreira. Zema disse ser favorável ao programa, mas defendeu mais portas de saída do que de entrada e propôs R$ 5 mil para quem deixasse o benefício ao assumir um emprego com carteira assinada. Ele classificou o reajuste como demagogia.
Ao responder a Samara sobre economia, Zema defendeu a saída do Brasil dos Brics, que chamou de “colcha de retalhos”, e disse que os interesses do grupo são os da China.
Trabalho, educação e segurança
Samara defendeu a responsabilização de plataformas e redes sociais por crimes de ódio contra mulheres na internet. Também pediu mais investimento federal em educação e criticou a privatização de escolas. Sobre a proposta de Cury para monitorar agressores com drones, considerou a medida insuficiente.
Zema se disse favorável a empregos com bons salários, mas contrário à redução da jornada de trabalho pelo Congresso Nacional. Sobre a escala 6x1, questionou a definição da jornada por decisão de Brasília e mencionou trabalhadores jovens que podem trabalhar mais de 40 horas.
Samara afirmou que empregados não têm condições de negociar a jornada com patrões e citou o aumento da carga horária na GM, onde trabalhadores atuam na escala 5x2. Na segurança pública, disse que reduzir a maioridade penal favoreceria facções criminosas, que recrutariam jovens apresentados ao crime como alternativa para obter advogados.







