Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Política

China destaca confiança política e não interferência na relação com o Brasil

Porta-voz chinês comentou as eleições brasileiras de 2026 e reforçou a cooperação entre os dois países em áreas estratégicas.

China destaca confiança política e não interferência na relação com o Brasil

O governo da China afirmou nesta quinta-feira (17) que a relação com o Brasil atingiu um alto nível de confiança política. Ao comentar as eleições presidenciais brasileiras de 2026, previstas para 4 de outubro, com possível segundo turno no dia 25 do próximo mês, Pequim reiterou o princípio de não interferência em assuntos internos de outros países.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, foi questionado sobre uma carta enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente chinês, Xi Jinping, e sobre as pressões dos Estados Unidos contra o Brasil. Em resposta, afirmou: “A China mantém o princípio da não ingerência nos assuntos internos de outros países.”

Cooperação entre Brasil e China

Durante uma reunião com Celso Amorim, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que os dois países ocupam posições relevantes entre as nações do Sul Global e defendeu maior coordenação em fóruns multilaterais.

Wang Yi também apontou a inteligência artificial como área de cooperação. A proposta chinesa é atuar com o Brasil para ampliar os efeitos econômicos e sociais associados à tecnologia.

Assessor do governo Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim cumpriu agenda em Pequim em 16/09 e 17/09. Durante a visita, mencionou o Novo Banco de Desenvolvimento, criado pelos países do BRICS, como uma frente para ampliar a articulação financeira internacional. Amorim também ressaltou a convergência entre Brasil e China em torno do multilateralismo.

O BRICS reúne 11 países: Brasil, China, Egito, Etiópia, Índia, Indonésia, Irã, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul e Emirados Árabes Unidos. O grupo representa cerca de 49,5% da população mundial, 40% do Produto Interno Bruto e 26% do comércio global. Outros dez países passaram a integrar o grupo como parceiros em 2025: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.

Comércio e tensões com os Estados Unidos

Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em 6 de janeiro de 2026 mostram que a China foi o principal destino das exportações brasileiras em 2025. O mercado chinês comprou US$ 100.091,44 bilhões em produtos brasileiros e concentrou 28,69% das vendas externas do país.

Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com US$ 37 bilhões e participação de 10,81%. A Argentina apareceu na terceira posição, com US$ 18 bilhões e fatia de 5,19% das exportações nacionais.

Em 2026, os Estados Unidos aplicaram duas tarifas contra produtos brasileiros, de 25% e 12,5%. O governo de Donald Trump também classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

O governo brasileiro manteve a via diplomática sob condução do chanceler Mauro Vieira, mas indicou que poderá usar a Lei da Reciprocidade. A Lei nº 15.122, sancionada em 11 de abril de 2025, permite suspender concessões comerciais quando outro país ou bloco adota medidas unilaterais que prejudiquem a competitividade de produtos e serviços nacionais.

Representantes dos governos Lula e Donald Trump devem realizar, entre 30 de setembro e 1º de outubro, o primeiro encontro presencial desde a retomada das negociações sobre as tarifas. A reunião deverá envolver os ministros Márcio Elias Rosa e Mauro Vieira, além de Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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