BRASÍLIA — Os candidatos à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) fizeram críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes nesta terça-feira (15), antes de uma sessão extraordinária da Corte sobre o caso que envolve o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em uma publicação na rede social X, Caiado classificou o julgamento como histórico e pediu o afastamento imediato de Moraes. O candidato afirmou que o episódio revelou falta de decoro, senso público e liturgia no exercício do cargo. “Eu nunca vi um escândalo dessa gravidade atingir o Supremo”, escreveu.
Propostas para o Judiciário
Caiado também relacionou as críticas ao STF a uma proposta de reforma do Judiciário para um eventual governo. Entre as medidas anunciadas estão a fixação de idade mínima de 60 anos para ministros do Supremo, a exigência de comprovado conhecimento jurídico em todo o país e períodos de quarentena para retorno à profissão e disputa de cargos políticos.
A quarentena seria de quatro anos para o retorno à atividade profissional e de oito anos para concorrer a cargos políticos. Caiado também afirmou que indicaria quatro mulheres para o STF.
Zema esteve em Brasília pela manhã para participar de uma manifestação organizada pelo Novo diante do Congresso Nacional. Antes do ato, disse, em uma transmissão nas redes sociais, que a data poderia estar entre os dias mais importantes da história do Brasil e defendeu a abertura de uma investigação contra Moraes.
“O Brasil tá virando uma republiqueta de bananas com esses senhores”, afirmou o governador de Minas Gerais ao criticar integrantes do Supremo. Zema disse esperar que os ministros votassem pela apuração do caso, como forma de recuperar a credibilidade do tribunal.
O candidato também afirmou que os votos do ministro Edson Fachin e da ministra Cármen Lúcia seriam decisivos. Ele disse esperar que a investigação fosse conduzida com cuidado e critério e que os envolvidos fossem punidos.
Zema ainda declarou que Moraes deveria ser apenas o primeiro investigado e mencionou a existência de “mais frutas podres” no Supremo. Para ele, a sessão representava um momento decisivo e teria impacto maior do que uma final de Copa do Mundo.








