Donald Trump acusou CNN, MS NOW e Politico de divulgarem notícias falsas e afirmou que outros veículos poderiam sofrer a mesma medida. A declaração foi publicada pelo presidente dos Estados Unidos nas redes sociais na sexta-feira, antes de a Casa Branca impedir a entrada de jornalistas das três organizações neste sábado (19).
Trump disse que os veículos não deveriam poder publicar o que classificou como ficção e mentiras durante a cobertura da Presidência. Em declarações no Salão Oval, também citou o New York Times e o Washington Post como exemplos de veículos de notícias falsas, mas não anunciou uma proibição específica contra os dois jornais.
As equipes da CNN, da MS NOW e da Politico tiveram suas credenciais de imprensa confiscadas na manhã de sábado, quando os jornalistas chegaram à Casa Branca. Betsy Klein, da CNN, relatou que seu código de acesso foi rejeitado em uma catraca ao tentar entrar pelo procedimento padrão destinado à imprensa.
As três organizações afirmaram que podem contestar a decisão por considerá-la incompatível com a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão e de imprensa. A CNN chamou a medida de “um ataque ilegal” ao direito constitucional de exercer o jornalismo sem interferência do governo.
A MS NOW afirmou que pretende tomar as medidas necessárias para defender seus direitos e o papel do jornalismo independente. A Politico declarou que apoiará os repórteres responsáveis pela cobertura da Casa Branca. CNN e MS NOW também disseram que continuarão noticiando o governo Trump.
O New York Times classificou a decisão como “mais uma ameaça retaliatória e inconstitucional” e declarou apoio às organizações atingidas. O Washington Post afirmou que seu acesso à Casa Branca é um direito constitucional inegociável e descreveu a ação como uma forma de intimidação para silenciar a cobertura jornalística.
Trump já havia tentado restringir o acesso de veículos e jornalistas. No ano passado, a Associated Press foi retirada do grupo de repórteres que acompanhavam os deslocamentos do presidente após não adotar o nome preferido por Trump para o Golfo do México. A agência contestou a medida.
Em seu primeiro mandato, a Casa Branca tentou revogar ou suspender as credenciais de Brian Karem, correspondente da Playboy, e Jim Acosta, da CNN. Juízes federais determinaram a restauração dos passes de imprensa dos dois jornalistas.







