O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar o Irã caso as investigações confirmem uma ligação do país com a tentativa de desvio de um voo da Flydubai. O episódio ocorreu na quarta-feira (30), quando o copiloto esfaqueou o comandante na cabine de comando de um Boeing 737 MAX que transportava cerca de 180 pessoas.
A aeronave seguia para Israel, mas precisou deixar a rota original e pousou na Arábia Saudita. Passageiros e tripulantes conseguiram conter o agressor, permitindo a intervenção que evitou a tomada do avião. Na quinta-feira (1º), questionado na Casa Branca, Trump afirmou que o Irã sofrerá um forte ataque se a conexão for comprovada. As autoridades ainda tratam o caso como uma investigação em andamento.
Apurações sobre o ataque
Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita abriram uma investigação conjunta para identificar a motivação da agressão e verificar uma possível relação com terrorismo. O copiloto, natural de Omã, foi levado para os Emirados Árabes Unidos sob custódia de uma equipe de segurança local.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o suspeito teria passado por um processo de “doutrinação islamista radical” antes da tentativa de derrubar a aeronave. O piloto ferido, Smit Machchhar, está em recuperação e, conforme informou o embaixador da Índia, apresenta bom estado de saúde.
Reforço militar no Oriente Médio
Enquanto as investigações avançam, os Estados Unidos ampliaram a movimentação militar na região. O Pentágono enviou sistemas adicionais de defesa antimísseis Patriot para a Arábia Saudita e o Catar, com o objetivo declarado de proteger infraestruturas de energia contra possíveis represálias iranianas.
O porta-aviões USS Theodore Roosevelt e seu grupo de ataque também foram deslocados para o Oriente Médio. A força pode se juntar a outros dois grupos navais já posicionados nas proximidades.
A movimentação ocorre durante um impasse nas negociações para encerrar um conflito que já dura mais de sete meses. Autoridades iranianas confirmaram ter recebido uma resposta dos Estados Unidos a uma proposta de trégua, mas os termos do documento não foram divulgados. O Irã mantém o controle estratégico sobre o Estreito de Ormuz.
Ameaças após eleições nos EUA
Em entrevista à revista Time, Trump disse ser possível retomar bombardeios de grande escala contra o Irã depois das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro. O presidente também afirmou que não aceitará acordos que não atendam às exigências apresentadas anteriormente.
A Casa Branca mantém a advertência de uma retaliação severa se a responsabilidade iraniana pelo ataque ao voo for confirmada. A escalada ocorre em meio ao desgaste político do Partido Republicano e à queda na popularidade de Trump, associadas aos efeitos econômicos da guerra e à alta dos combustíveis provocada pelos preços do petróleo.







