A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou temporariamente o governo a deportar migrantes para países diferentes daqueles de onde são originários. A decisão suspende uma ordem do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts, que havia impedido esse tipo de remoção.
O caso chegou à Suprema Corte após o procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, informar que o Departamento de Justiça recorreria da determinação. A decisão agora suspensa havia sido proferida em 25 de fevereiro de 2026.
Debate sobre a política
A Corte marcou para dezembro uma sessão de sustentação oral sobre a legalidade da política do governo Donald Trump que prevê a deportação acelerada de migrantes para terceiros países. Até a análise definitiva, as restrições impostas pelo tribunal federal de Massachusetts ficam suspensas.
As juízas Sonia Sotomayor, Elena Kagan e Ketanji Jackson, as três integrantes liberais da Suprema Corte, votaram contra a autorização temporária.
O conselheiro-geral do Departamento de Segurança Interna (DHS), James Percival, classificou a decisão como uma vitória do órgão. Em uma publicação no X, ele afirmou: “a política do DHS de remoção para terceiros países voltou a vigorar”. Percival também pediu que migrantes considerassem a autodeportação voluntária e mencionou o pagamento de US$ 3 mil e uma passagem de volta para casa.
A manifestação foi acompanhada de um link para uma página do DHS que divulga um aplicativo de “Assistência à Autodeportação Voluntária”.
No dia da posse como 47º presidente dos Estados Unidos, Trump apresentou a contenção da imigração ilegal e as deportações em massa como prioridades. Na mesma ocasião, declarou estado de emergência em todo o país para lidar com a crise na fronteira dos Estados Unidos.








