WASHINGTON — As principais montadoras, fornecedoras e concessionárias dos Estados Unidos pediram ao presidente Donald Trump que mantenha as empresas chinesas fora do mercado automotivo do país. O apelo foi feito antes do encontro de Trump com o presidente chinês Xi Jinping na próxima semana.
Seis grupos do setor enviaram uma carta ao presidente. As entidades representam empresas como General Motors, Toyota, Volkswagen, Ford, Hyundai, Stellantis e Tesla. No documento, defenderam a manutenção de políticas que impeçam montadoras chinesas de vender, importar ou fabricar veículos nos Estados Unidos.
As organizações afirmam que as empresas chinesas não têm participação no mercado norte-americano e que a instalação de fábricas no país poderia favorecer essas companhias em detrimento de montadoras que já operam localmente. Também argumentam que investimentos chineses não criariam novos empregos nos Estados Unidos, mas deslocariam postos de trabalho de fabricantes com investimentos de longa data no país para empresas pertencentes e operadas pelo governo chinês.
Trump havia declarado na semana anterior que não teria problemas em permitir que montadoras chinesas fabricassem veículos nos Estados Unidos. A senadora democrata de Michigan Elissa Slotkin mencionou a possibilidade de Xi Jinping levar a montadora BYD a Washington durante as reuniões. Para ela, isso poderia indicar negociações para permitir a importação de carros chineses ou a instalação de empresas do país nos Estados Unidos.
A Casa Branca e a embaixada chinesa em Washington não se pronunciaram de imediato.
Uma regulamentação adotada pelo governo do ex-presidente Joe Biden no início de 2025 proibiu efetivamente montadoras chinesas de vender ou fabricar veículos de passageiros nos Estados Unidos. A medida foi justificada por preocupações de que dados sensíveis dos motoristas pudessem ser enviados à China. Washington também mantém tarifas superiores a 100% sobre veículos elétricos chineses.
O Congresso analisa uma proposta para endurecer a proibição. As regras atuais abrangem Bluetooth, Wi-Fi, conectividade celular e algumas tecnologias de comunicação via satélite, devido a preocupações de segurança nacional relacionadas à coleta de dados dos proprietários.








