Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Rússia amplia ações contra países europeus e testa limites da Otan

Drones, sabotagens e violações de fronteiras fazem parte de uma estratégia para pressionar o apoio europeu à Ucrânia sem iniciar uma guerra aberta.

Rússia amplia ações contra países europeus e testa limites da Otan

A Rússia intensificou na última semana ações contra países europeus em uma estratégia de pressão que busca aproximar a percepção de uma guerra sem provocar um conflito aberto com a Otan. Desde o final de domingo (13), ocorreram ataques e incidentes envolvendo drones, ferrovias, aeronaves e trens em diferentes pontos da Europa.

Uma ferrovia que transportava ex-altas autoridades ocidentais foi atingida por um drone russo. Outro drone, de provável origem russa, foi abatido na Lituânia, enquanto um terceiro chegou ao litoral da Polônia. Na Dinamarca, um helicóptero quase foi atingido por um sinalizador russo. Trens holandeses também foram paralisados por um ato de sabotagem ainda não reivindicado.

A estratégia, segundo a análise apresentada, tem dois objetivos. O primeiro é fazer com que o custo do apoio à Ucrânia pareça crescente para os eleitores europeus, enquanto partidos de direita favoráveis à Rússia disputam espaço político em vários países. O segundo é testar o Artigo 5 da Otan, que estabelece que um ataque contra um membro representa um ataque contra toda a aliança.

Um diplomata europeu afirmou que os episódios recentes antes levariam à convocação do Artigo 4, que prevê uma reunião de emergência diante de uma crise. Agora, segundo ele, os incidentes se aproximam de uma rotina. O diplomata disse que Moscou pretende assustar a Europa para interromper o apoio à Ucrânia e explorar o receio de uma escalada.

Drones e produção militar

A capacidade russa de produzir armamentos em grande escala amplia as opções de Moscou. Os drones Geran 4 e 5 usam motores turbojato fabricados na China. Autoridades ucranianas indicam que cada motor custa cerca de US$ 40 mil (cerca de R$ 206 mil), enquanto cada drone é comercializado por aproximadamente US$ 70 mil (cerca de R$ 360 mil).

O míssil de cruzeiro Banderol pode alcançar 603,5 km/h e, segundo relatos, custar apenas US$ 100 mil (cerca de R$ 515 mil). A estratégia russa compensa limitações de acabamento ou precisão com o uso de grandes volumes. A fábrica de drones de Alabuga também estaria se adaptando para ampliar rapidamente a produção.

Marina Miron, do Departamento de Estudos de Defesa do King’s College de Londres, afirmou que a adaptação da produção, das cadeias de suprimentos, da logística e da doutrina é essencial. Para ela, a Otan está atrasada na preparação para essas mudanças e precisa rever sua doutrina, além de desenvolver defesas contra drones.

Miron avaliou como baixa a probabilidade de uma guerra convencional, mas disse que a Otan enfrentaria eventos abaixo desse limite, como os registrados na Polônia, na Romênia e na Dinamarca.

Risco de erro de cálculo

O desafio da aliança é comunicar a gravidade da ameaça sem provocar pânico ou conceder uma vitória psicológica a Moscou. Entre os episódios citados estão um quase ataque com drone em um aeroporto alemão, a queda de um míssil balístico em campo aberto na Polônia e planos de assassinato mencionados em acusações apresentadas no Distrito Sul de Nova York.

Uma autoridade europeia afirmou que a Rússia está mais preparada para uma escalada irregular por ter desenvolvido, desde os tempos soviéticos, uma doutrina de ajuste flexível do poder e da agressão. Para a Otan, essa forma de administrar a escalada seria mais recente.

A avaliação é que Moscou pode cometer um erro de cálculo e ultrapassar os limites, obrigando um país da Otan a responder. Um precedente citado ocorreu na Síria, quando um ataque em 2018 contra posições dos Estados Unidos por mercenários russos do grupo Wagner provocou uma resposta militar americana.

O risco também envolve o apoio europeu à Ucrânia, que utiliza armas e inteligência fornecidas por membros da Otan para atingir alvos russos. Quando ocorrer um novo passo em falso, a mudança no nível de confronto poderá surpreender forças armadas e populações da aliança, que não estariam preparadas para esse cenário.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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