PARIS — Mais de 300 mil trabalhadores do setor público participaram de protestos em várias cidades da França nesta terça-feira (29), de acordo com dados da Confederação Geral do Trabalho (CGT). Em Paris, a manifestação reuniu 70 mil pessoas. Os participantes reivindicaram salários mais altos e melhores condições de trabalho.
Também houve atos em Marselha, com cerca de 30 mil pessoas, Toulouse, com 11 mil, e Lille e Bordeaux, com 10 mil cada. Lyon e Orléans registraram 8 mil manifestantes cada.
Mobilizações nas escolas
Estudantes do ensino médio participaram de manifestações em cidades como Paris, Nice e Marselha. Entre as reivindicações estão a redução da superlotação das salas, a diminuição da carga de trabalho, a formação de turmas menores e a contratação de mais professores.
Os protestos incluíram bloqueios de entradas de escolas e episódios de vandalismo. Em Saint-Denis, subúrbio de Paris, estudantes incendiaram a entrada de uma instituição de ensino.
Os danos em escolas da região de Paris chegaram a 1 milhão de euros, segundo a bancada majoritária do conselho regional. O valor será usado para reparar os estragos em 15 escolas atingidas. Antes da atualização, a presidente do conselho, Valérie Pécresse, havia informado prejuízos de 200 mil euros; o novo total foi divulgado pelas autoridades na rede X.
Ao todo, estudantes bloquearam 60 instituições, provocando o cancelamento de aulas. Doze estudantes, 12 agentes das forças de segurança e oito professores ficaram feridos.
Na segunda-feira, manifestações semelhantes foram registradas em 180 escolas de ensino médio. O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, informou que mais de 160 pessoas foram detidas. Os atos estudantis continuaram nesta terça-feira (29), junto aos protestos dos trabalhadores do setor público.








