A polícia da África do Sul investiga a morte de uma nona mulher cujo corpo foi encontrado nesta quinta-feira, 17, em Ekurhuleni, município a leste de Joanesburgo. O caso pode estar relacionado a outros assassinatos registrados na região.
Os nove corpos foram localizados em diferentes comunidades de Ekurhuleni nos últimos dois meses. Entre os locais estão Kempton Park, Pomona, Clayville, Olifantsfontein, Rhodesfield, KwaThema e Dawn Park. A polícia identificou semelhanças nos oito primeiros casos e afirmou que elas eram suficientemente preocupantes para justificar um alerta público.
O comandante da polícia provincial, Fred Kekana, disse que um cidadão encontrou o corpo perto de um canteiro de obras e chamou as autoridades. A vítima ainda não foi identificada. Ela aparentava ter cerca de 30 anos e apresentava um ferimento aparentemente provocado por uma faca na lateral do corpo. A garganta também parecia ter sido cortada.
A causa oficial da morte ainda não foi determinada pelos investigadores forenses. Kekana afirmou que a polícia ainda não estabeleceu se o caso está ligado às outras mortes e pediu informações à população. Ele também orientou que fotografias dos corpos e relatos não verificados não sejam compartilhados nas redes sociais, por espalharem medo e poderem incentivar crimes semelhantes.
Uma equipe multidisciplinar de especialistas foi designada para investigar os casos e identificar os responsáveis. As descobertas provocaram comoção no país, levaram à abertura de uma investigação de alto nível e ampliaram a atenção sobre o feminicídio e os índices de crimes violentos.
O primeiro-ministro da província de Gauteng, Panyaza Lesufi, afirmou que a polícia seguia pistas e avançava em dois ou três casos, sem detalhar as investigações. Ele pediu que a população desse tempo aos investigadores para reunir evidências. “Não vamos nos render”, disse Lesufi.
A Missing In Southern Africa, organização que apoia pessoas desaparecidas e suas famílias, pediu que comunidades e parentes comuniquem imediatamente às autoridades qualquer suspeita de desaparecimento. A entidade reforçou que não há período de espera para denunciar uma pessoa desaparecida ao Serviço de Polícia Sul-Africano.







