Um relatório do inspetor-geral do Departamento de Defesa dos Estados Unidos aponta escassez de munições provocada pelos gastos da guerra contra o Irã. O documento afirma que a Operação Epic Fury reduziu os estoques estratégicos e revelou dificuldades na indústria responsável pelo reabastecimento.
O levantamento foi divulgado pelo Pentágono nesta segunda-feira, 14, e abrange o período de abril a junho deste ano. O Departamento de Defesa informou ter adotado medidas para acelerar a produção de munições.
“Os gastos com munição durante a Operação Epic Fury resultaram em escassez nos estoques estratégicos e revelaram gargalos nas indústrias responsáveis pelo reabastecimento de munição”, diz o relatório.
No início de setembro, o presidente Donald Trump havia afirmado que os Estados Unidos tinham “quantidades praticamente ilimitadas” desses artefatos. A falta de munições, porém, foi apontada como um dos fatores que impediram a retomada de ataques em larga escala contra Teerã entre junho e agosto.
Danos às forças americanas
O relatório registra que os ataques iranianos danificaram ou destruíram centenas de edifícios e instalações em bases americanas no Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia.
Também foram identificadas perdas na frota aérea dos Estados Unidos. Quatro caças F-15 foram destruídos, um F-35 foi danificado e sete aeronaves-tanque KC-135 foram danificadas ou destruídas. O documento registra ainda a destruição de até 30 drones de ataque MQ-9 Reaper, além de outras perdas.
Mais de 50 mil militares americanos foram envolvidos no conflito, iniciado em fevereiro. Ataques retaliatórios do Irã e de seus aliados também danificaram prédios diplomáticos dos Estados Unidos em quatro países: Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.








