Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Papa Leão 14 alerta sobre inteligência artificial em visita à França

Pontífice também reafirma oposição à morte assistida e à gestação por substituição durante viagem de quatro dias.

Papa Leão 14 alerta sobre inteligência artificial em visita à França
Foto: Divulgação

O papa Leão 14 chegou à França nesta sexta-feira (25), em sua primeira visita oficial ao país. Durante um discurso no Palácio do Eliseu, dirigido ao presidente Emmanuel Macron e a outros políticos, ele alertou para os riscos da inteligência artificial (IA) e defendeu a educação voltada ao discernimento ético.

“Reitero firmemente que a proteção do direito à vida constitui a base indispensável de todos os outros direitos humanos”, afirmou o pontífice. Ele também voltou a se posicionar contra a morte assistida e a gestação por substituição, classificadas como desvios da ciência quando não orientadas pela consciência.

A manifestação ocorreu dois meses depois de a França criar um direito legal à morte para pessoas com doenças incuráveis. Leão 14 não mencionou diretamente a nova lei, que enfrentou oposição dos bispos católicos franceses.

Críticas à tecnologia e à ciência

O papa afirmou que algumas tendências podem transformar a ciência e a tecnologia em atividades guiadas pelo lucro. Entre os exemplos citados estão a manipulação genética, a gestação por substituição, o comércio de órgãos humanos e a possibilidade de planejar a própria morte.

Leão 14 já havia divulgado, em maio, um manifesto sobre os riscos da IA e defendido uma regulamentação internacional para o setor. Na França, declarou que há necessidade urgente de preparar as pessoas para avaliar eticamente o avanço das máquinas.

A agenda inclui encontros com autoridades francesas, representantes da sociedade civil, integrantes da Unesco e jovens. O pontífice também fará uma oração na Catedral de Notre-Dame, restaurada após o incêndio de 2019.

Encontros com vítimas de abuso

Durante a viagem de quatro dias, Leão 14 se reunirá com vítimas de abuso cometido por integrantes do clero. O encontro está previsto para domingo (27), em Lourdes, com sete pessoas, segundo participantes das negociações.

Um relatório de 2021 apontou que, ao longo de sete décadas, aproximadamente 330 mil crianças na França sofreram abusos cometidos por membros do clero católico e por líderes leigos. O documento afirmou que a Igreja demonstrou “indiferença profunda, total e até cruel” diante das vítimas.

Bispos franceses adotaram medidas de indenização e proteção, mas sobreviventes continuam cobrando responsabilidade dos líderes católicos. O bispo aposentado Marc Stenger afirmou que os escândalos atingiram a Igreja e afetaram sua credibilidade.

O Vaticano não divulgou detalhes sobre o encontro. Um funcionário da instituição disse que o papa pediu um diálogo com vítimas de diferentes origens, incluindo pessoas abusadas na idade adulta e moradores de várias regiões da França.

Lourdes também está ligada às acusações contra o padre Marko Rupnik, autor de mosaicos no santuário. Mais de 20 mulheres o acusaram de abuso sexual. Ele não se pronunciou publicamente e passa por um julgamento canônico no Vaticano. O bispo Jean-Marc Micas afirmou em agosto que determinou a cobertura dos mosaicos durante a visita papal.

Paris, Lourdes e Metz

Cerca de 600 mil pessoas se inscreveram para participar da missa ao ar livre no sábado (26), perto da avenida Champs-Élysées, em Paris. O papa também visitará a Maison Bakhita, o Instituto Católico de Paris e a sede da Unesco, além de conduzir celebrações e momentos de oração.

Depois da capital francesa, a viagem seguirá para Lourdes e terminará em Metz, cidade próxima à fronteira com a Alemanha e ligada à trajetória de Robert Schuman, um dos fundadores da União Europeia. Em Metz, Leão 14 fará um discurso sobre as raízes da Europa para a paz e a unidade.

Macron convidou os líderes dos 27 Estados-membros da União Europeia para o evento. A presença do presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, também foi mencionada como possível. A programação termina na segunda-feira (28), com missa na Catedral de Santo Estêvão e cerimônia de despedida no aeroporto de Metz.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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