KIEV — Estados Unidos, Rússia e Ucrânia sinalizaram disposição para retomar negociações destinadas a encerrar a guerra na Ucrânia após visitas de enviados do presidente americano, Donald Trump, a Moscou e Kiev durante o fim de semana.
Steve Witkoff, amigo pessoal de Trump, e Jared Kushner, genro do presidente, trataram do conflito com autoridades russas, ucranianas e representantes europeus. Foi a primeira viagem de ambos a Kiev dentro dos esforços americanos para interromper a guerra, iniciada em fevereiro de 2022 com a invasão russa.
Witkoff afirmou, em uma publicação no X, que houve “progresso substancial” e disposição para organizar novas conversas trilaterais. Um alto funcionário da Presidência ucraniana também disse que os Estados Unidos apresentaram propostas consideradas mais eficazes para encerrar o conflito.
Sinais de Moscou e Kiev
O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, informou nesta segunda-feira, 7, que discutiu com sua equipe de negociadores os próximos passos depois das reuniões com os enviados americanos e representantes europeus. Ele afirmou que estão sendo preparadas novas reuniões e comunicações.
O Kremlin, por sua vez, declarou que não descarta a retomada de negociações entre Moscou, Kiev e Washington. O porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, disse que ainda não é possível definir local ou datas, mas avaliou que qualquer tentativa representa um avanço em direção à paz.
A França também relatou sinais favoráveis. Um assessor do presidente Emmanuel Macron afirmou que os Estados Unidos comunicaram haver uma nova disposição russa para negociar depois das eleições para a Duma, a câmara baixa do Parlamento russo. Segundo o assessor, os países deveriam se preparar para a retomada das negociações.








