Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Brasileira cria IA para identificar discurso de ódio contra pessoas LGBTQIA+

Veronyka Gimenes está entre as 100 pessoas mais influentes em inteligência artificial e critica tanto as Big Techs quanto a rejeição à tecnologia.

Brasileira cria IA para identificar discurso de ódio contra pessoas LGBTQIA+
Foto: Acervo pessoal

A inteligência artificial desenvolvida por Veronyka Gimenes é usada para identificar indícios de discurso de ódio contra a população LGBTQIA+ na internet. A TybyrIA é uma ferramenta de código aberto e serviu de base para uma ação civil pública contra Big Techs.

A ação, movida pela Código Não Binário e outras instituições, pede mudanças nas plataformas, como revisão de algoritmos, canais de denúncia, auditoria independente e mais transparência. O processo também cobra R$ 100 milhões por danos morais coletivos.

Veronyka fundou a Código Não Binário ao lado de Amanda Claro. A organização trabalha para colocar diversidade, inclusão e equidade no centro das discussões sobre tecnologia e política.

Entre os extremos

Mulher trans, Veronyka foi a única brasileira incluída pela publicação norte-americana Time na lista das 100 pessoas mais influentes em inteligência artificial. Para ela, o reconhecimento leva uma voz brasileira a um campo ainda marcado pelo Vale do Silício e pelo Norte Global.

Sua posição sobre a tecnologia se distancia tanto da adesão cega ao discurso das Big Techs quanto da visão que classifica como “IAfóbica” e apocalíptica. O debate, segundo Veronyka, também precisa separar a inteligência artificial da atual febre dos chatbots: IA é mais ampla que o ChatGPT.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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