Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Mundo

Manifesto liderado por Lula propõe renovar instituições multilaterais

Documento assinado por quatro líderes defende mudanças na ONU e afirma que a cooperação internacional é uma necessidade prática.

Manifesto liderado por Lula propõe renovar instituições multilaterais
Foto: Divulgação UniCuritiba | Freepik

A pressão sobre as instituições multilaterais e o aumento das disputas entre grandes potências estão no centro de um manifesto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, pelo premiê do Canadá, Mark Carney, e pelo líder do Quênia, William Ruto.

Publicado neste domingo (20), o documento defende a renovação do sistema multilateral, sem substituí-lo. A iniciativa, chamada de “Partners for Multilateralism” (Parceiros pelo Multilateralismo), será apresentada dias antes do início, na próxima terça (22), dos discursos de chefes de Estado na Assembleia-Geral da ONU.

Diagnóstico dos líderes

Os signatários afirmam que países e economias estão mais interdependentes, enquanto a ordem internacional se tornou fragmentada e polarizada. Para o grupo, esse cenário exige a reforma das instituições criadas no pós-guerra, incluindo a ONU.

O manifesto também relaciona o momento atual ao crescimento dos conflitos e das despesas militares. “Em 2025, registraram-se 65 conflitos armados entre Estados em 35 países, o número mais elevado desde 1946”, diz o documento. O texto acrescenta que os gastos militares globais chegaram a um recorde de US$ 2,9 bilhões e que o direito internacional está sob pressão.

Os líderes ainda afirmam que relações econômicas passaram a ser usadas como instrumentos de pressão e coerção, enquanto a desigualdade aumentou dentro dos países e entre eles. A ONU enfrenta uma crise orçamentária que levou sua direção a anunciar um “iminente colapso financeiro” no início deste ano. O Conselho de Segurança também é descrito como bloqueado por decisões de potências.

Princípios mantidos

A proposta pretende tornar as instituições multilaterais mais representativas, legítimas, eficazes e confiáveis. O manifesto sustenta que a cooperação internacional deve ser tratada como uma necessidade prática diante de desafios que ultrapassam fronteiras, como mudanças climáticas, pandemias, conflitos armados, choques financeiros e interrupções em rotas marítimas estratégicas.

Os quatro líderes defendem a manutenção dos princípios da Carta da ONU. Entre eles estão a soberania equivalente dos países, a preservação de seus territórios, a busca de acordos pacíficos para disputas, a rejeição da ameaça ou do emprego da força, além da proteção do direito humanitário, dos direitos humanos e das liberdades fundamentais.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5