Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Israel diz ter reagido a drones em novos ataques no sul do Líbano

Bombardeios atribuídos a Israel deixaram quatro mortos e 20 feridos em localidades próximas de Nabatieh, segundo autoridades libanesas.

Israel diz ter reagido a drones em novos ataques no sul do Líbano

A ação militar israelense no sul do Líbano foi apresentada por Israel como resposta ao lançamento de dois drones pelo Hezbollah contra tropas do país na região. O governo israelense classificou o episódio como uma violação flagrante.

Os bombardeios ocorreram neste domingo (6), desde o amanhecer, e atingiram Nabatieh, Arab Salim, Nabatieh al-Fawqa e Kfar Reman. Dados da Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) e do Ministério da Saúde libanês indicam quatro mortes e 20 feridos.

Em Nabatieh al-Fawqa, duas pessoas morreram após um ataque, conforme o Ministério da Saúde do Líbano. Em Arab Salim, um bombardeio matou duas mulheres e deixou seis feridos. A NNA informou que as forças israelenses tinham determinado antes que os moradores deixassem um edifício atingido na cidade.

Os ataques também afetaram construções civis. Em Nabatieh, um prédio histórico ligado ao irmão de um integrante do Parlamento libanês foi destruído, com danos em imóveis próximos. Em Kfar Reman, a residência do ex-prefeito falecido foi demolida. Cinco pessoas foram levadas a hospitais de Nabatieh e receberam alta depois.

Parte do Jardim Sayyida Masouma também foi destruída em um novo ataque. O local já havia sido atingido por um bombardeio no dia anterior, que deixou o parque municipal parcialmente destruído.

A ofensiva ocorre durante a continuidade dos confrontos entre Israel e Hezbollah. Desde março, quando o grupo libanês atacou Israel em meio à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, as forças israelenses passaram a bombardear diferentes áreas do Líbano e avançaram por terra. O governo libanês afirma que mais de 4.300 pessoas morreram nessa etapa do conflito.

Israel mantém tropas em uma área que define como zona de segurança, com aproximadamente 10 quilômetros de profundidade dentro do território libanês. A intensidade das operações diminuiu após um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, em junho, e um acordo-quadro firmado por Israel e Líbano no fim daquele mês. Ainda assim, autoridades libanesas relatam ataques aéreos, disparos de artilharia e demolições de imóveis civis no sul do país.

Na sexta-feira (4), ataques no sul e no leste do Líbano mataram quatro pessoas, incluindo uma jovem de 18 anos. Israel declarou que havia atingido posições do Hezbollah após o lançamento de um drone contra seus soldados.

Nesta semana, Israel anunciou ter assumido o controle operacional da cordilheira de Ali al-Taher, perto de Nabatieh. O Hezbollah não comentou a declaração. O governo israelense também analisa retirar tropas de áreas ocupadas no Líbano. De acordo com a emissora pública Kan, os militares podem recuar entre três e quatro quilômetros em direção à fronteira e criar uma posição chamada Linha Cinza.

A proposta afastaria soldados de trechos da Linha Amarela, ao norte do rio Litani. O plano ainda depende da liderança política de Israel, e não foi definido se as áreas deixadas pelas tropas serão entregues ao Exército libanês.

O Hezbollah condenou os ataques e acusou Israel de agir em meio a um silêncio internacional completo e à cumplicidade americana. O grupo também se opôs às negociações diretas conduzidas pelo governo libanês com Israel.

No sábado (5), o primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, conversou por telefone com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam. O Ministério das Relações Exteriores do Catar informou que Doha atua diplomaticamente para tentar reduzir as tensões entre Israel e Líbano.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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