O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou como perigosa escalada das tensões os ataques dos Estados Unidos contra navios iranianos. A declaração foi divulgada nesta quarta-feira (9), em meio a novos relatos de confrontos entre os dois países.
O Comando Central dos EUA informou que forças norte-americanas destruíram cinco petroleiros iranianos. Depois, forças iranianas afirmaram ter atacado dois destróieres dos EUA e a base norte-americana de Al-Azraq, na Jordânia.
“As ações agressivas dos EUA contra embarcações comerciais iranianas não são apenas uma perigosa escalada das tensões na região, mas também uma ameaça à segurança e à paz internacional e regional”, afirmou o ministério em comunicado.
O governo iraniano condenou os ataques a petroleiros no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. Para Teerã, as ações dão continuidade à agressão militar, ao bloqueio naval e à “guerra econômica” promovidos pelos Estados Unidos contra o Irã. O ministério também classificou os ataques como violação da Carta da ONU e do direito internacional.
Ações no Irã e resposta militar
O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que Teerã exerceu seu direito de autodefesa ao atacar instalações e bases militares dos EUA na Jordânia usadas em operações contra o Irã. A pasta acrescentou que o país continuará respondendo a qualquer agressão.
A agência iraniana IRNA informou que várias áreas de Sirik, no sul do Irã, foram atingidas por ataques hostis. Também foram relatadas explosões em Jask, cidade portuária, em Minab e nas proximidades da Ilha de Qeshm.
Os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã em 28 de fevereiro, segundo o histórico divulgado pelas autoridades iranianas. O lado iraniano respondeu com ataques próprios. Em meados de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando para cessar as hostilidades, mas os confrontos foram retomados pouco depois.
O conflito permanece sem solução, com retomadas esporádicas. Washington também aumentou a pressão econômica contra a República Islâmica, buscando encerrar o conflito por meio de dificuldades financeiras adicionais para Teerã.








