A presidência da Índia no BRICS é vista pelo Palácio do Planalto como um fator de acomodação das tensões entre os integrantes do bloco e os países ocidentais. A cúpula dos chefes de Estado começa no sábado (12), em Nova Déli, sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Brasil será representado pelo chanceler Mauro Vieira. A decisão de Lula de não viajar à Índia foi tomada em julho, diante da proximidade do encontro com a eleição presidencial.
As negociações entre os sherpas para produzir uma declaração sobre as reuniões ministeriais ainda estão em andamento. A presidência indiana foi descrita como turbulenta, marcada por situações geopolíticas que afetaram as discussões, entre elas o conflito no Oriente Médio.
Também não há definição sobre uma eventual declaração final da cúpula. O Brasil não apresentou propostas específicas nas negociações.
Conflito no Oriente Médio
Na avaliação do Palácio do Planalto, a guerra no Oriente Médio pode dificultar a construção de um texto final. Depois de ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, a República Islâmica passou a atingir posições de países parceiros dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita, integrantes do BRICS. A Arábia Saudita, porém, ainda não formalizou sua adesão ao bloco.
A postura diplomática de Nova Déli é considerada relevante diante das divergências entre os países-membros e as nações ocidentais.








