Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Falhas no Chrome e no Windows sustentam ataques de espionagem digital

Pacote BlueMoon foi usado contra empresas, ONGs e governos; Google e Microsoft corrigiram as brechas em setembro de 2026.

Falhas no Chrome e no Windows sustentam ataques de espionagem digital
Foto: Reprodução/Volexity

Pelo menos quatro grupos internacionais de espionagem digital usaram falhas do Google Chrome e do Windows para invadir computadores corporativos. Os ataques atingiram organizações não governamentais nos Estados Unidos, empresas aeroespaciais e estruturas governamentais na Ásia por meio do pacote de invasão BlueMoon.

As vulnerabilidades foram corrigidas pelo Google e pela Microsoft em atualizações liberadas no início de setembro de 2026. As investigações reuniram a Proofpoint e a Volexity, com participação do Centro de Inteligência contra Ameaças da Microsoft (MSTIC) e do Grupo de Inteligência de Ameaças do Google (GTIG).

Como o BlueMoon operava

A invasão começava quando a vítima clicava em um link fraudulento recebido por e-mail. O código contornava as proteções do Chrome e explorava uma falha do Windows para obter privilégios no computador. Depois, os invasores instalavam programas espiões escolhidos de acordo com o alvo.

Os pesquisadores chamaram atenção para a rapidez com que diferentes células obtiveram acesso à ferramenta e para a estrutura dos arquivos. Os relatórios registraram anotações extensas, históricos de testes de correção e referências a rotinas associadas a assistentes automatizados. A análise levantou a possibilidade de uso de inteligência artificial generativa no desenvolvimento do código malicioso.

Analistas da Proofpoint afirmaram que a cadeia de invasão representa uma mudança no cenário de ameaças porque uma ferramenta antes rara e cara foi criada, implantada e compartilhada rapidamente entre diferentes grupos. Para os pesquisadores, a inteligência artificial pode reduzir custos e barreiras de entrada na produção desse tipo de ataque.

Alvos e falsa atualização

Os invasores também exploraram o intervalo entre a divulgação de uma correção e sua instalação nos computadores. Como a base de programação do Chrome é pública, o código que corrigia a falha ficou disponível na internet antes de chegar aos usuários. A partir dele, os criminosos prepararam ataques contra máquinas ainda desatualizadas.

As mensagens falsas incluíam ofertas de estágio, convites para eventos acadêmicos, avisos sobre agendamento de vacinas e pedidos de doação. O primeiro grupo identificado foi o JungleBamboo, associado nos relatórios a interesses do governo chinês. O programa instalado se apresentava como um assistente de inteligência artificial do Google e podia monitorar a tela, registrar teclas digitadas e roubar senhas armazenadas.

Outros ataques miraram funcionários de ONGs americanas e fornecedores da indústria de defesa dos Estados Unidos. Também foram identificados alvos no Vietnã, na Indonésia e em Cingapura.

Proofpoint e Volexity recomendaram a atualização imediata do Chrome e do Windows. As versões mais recentes do Google e da Microsoft bloqueiam o caminho explorado pelos invasores.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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