O governo dos Estados Unidos abriu uma cota temporária adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra com tarifa reduzida e indicou Brasil e Argentina como os principais fornecedores iniciais. A medida foi anunciada para ampliar a oferta no mercado americano e tentar conter os preços pagos pelos consumidores.
Donald Trump afirmou que as compras externas serão limitadas, já que os pecuaristas americanos ainda conseguem atender ao mercado. A declaração foi feita na sexta-feira (4), durante a assinatura de duas ordens executivas voltadas ao setor pecuário dos Estados Unidos.
Ao comentar a procedência da carne, Trump disse que os produtos importados são acompanhados por inspetores americanos e elogiou a produção dos dois países. “Ela é muito limpa, é muito boa”, afirmou na Casa Branca.
Rotulagem e processamento
Uma das ordens executivas determina que a carne bovina importada vendida nos Estados Unidos tenha identificação do país de origem. A iniciativa faz parte de um pacote que também prevê mudanças nas regras de processamento e medidas de apoio aos produtores rurais.
Trump anunciou ainda um programa para permitir que pecuaristas de pequeno, médio e grande porte processem e vendam carne diretamente aos consumidores. A proposta busca reduzir a dependência das grandes companhias de processamento e ampliar a concorrência no mercado.
O governo pretende simplificar regras sanitárias e de segurança relacionadas ao processamento realizado pelos próprios produtores, mantendo as inspeções federais. “Vamos simplificar todas as regulamentações de saúde e segurança para tornar isso fácil e seguro”, declarou Trump.
Reposição do rebanho
Segundo Trump, a oferta doméstica restrita e os preços recordes da carne bovina levaram à adoção das medidas. As importações adicionais devem aliviar temporariamente o mercado enquanto os pecuaristas trabalham para recompor seus rebanhos.
O presidente também afirmou que os produtores americanos estão ampliando seus plantéis e atribuiu ao governo de Joe Biden a redução do rebanho bovino dos Estados Unidos. A expectativa apresentada por Trump é que a recuperação dos animais e o aumento da produção interna diminuam a necessidade de importações no futuro.








