Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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EUA barram produtos canadenses e ampliam disputa comercial com Ottawa

Medida entra em vigor em três semanas, após o Canadá aplicar tarifas sobre US$ 20 bilhões em produtos americanos.

EUA barram produtos canadenses e ampliam disputa comercial com Ottawa
Foto: Mark Schiefelbein/AP

Os Estados Unidos proibiram a importação de laticínios, da maioria das bebidas alcoólicas e de motocicletas do Canadá, ampliando a disputa comercial entre os dois países. A medida foi anunciada pela Casa Branca nesta terça-feira, 8, e entrará em vigor em três semanas.

A decisão ocorreu no mesmo dia em que o Canadá começou a aplicar tarifas retaliatórias sobre US$ 20 bilhões em mercadorias americanas. As alíquotas canadenses são de 15%, 25% ou 50% e atingem produtos como aço, alumínio, queijo, eletrodomésticos, roupas, cosméticos e equipamentos agrícolas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também orientou a Administração de Serviços Gerais a excluir produtos canadenses de grandes contratos de longo prazo do governo americano. A restrição valerá até que o Canadá permita “reciprocidade plena e justa” para produtos dos Estados Unidos.

Canadá busca reduzir dependência

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que o país pretende ampliar a produção interna e diversificar suas relações comerciais. Mais de 70% das exportações canadenses ainda têm os Estados Unidos como destino, mas Carney disse que as vendas para outros países estão crescendo e devem dobrar na próxima década.

“Essa época acabou”, afirmou Carney ao dizer que a relação comercial com os Estados Unidos significava dependência excessiva de um único parceiro econômico. Ele também declarou que as tarifas eram necessárias para proteger os trabalhadores canadenses.

Em 22 de agosto, os Estados Unidos haviam imposto tarifas de 50% sobre cerca de 5% das importações canadenses. Washington alegou que o Canadá tratava de forma injusta os setores americanos de laticínios, bebidas alcoólicas e automóveis.

O Canadá estuda aprofundar os vínculos com a União Europeia. As possibilidades incluem ampliar acordos existentes, negociar um novo tratado ou criar outras formas de cooperação. Nenhum modelo foi escolhido, e o governo canadense consulta províncias, territórios e sindicatos sobre um relacionamento mais amplo com o bloco.

Carney deve viajar para Estrasburgo, na França, na próxima semana. Ele participará do discurso sobre o Estado da União Europeia, feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em 16 de setembro, e falará ao Parlamento Europeu no dia seguinte.

Retaliação atinge US$ 20 bilhões

As tarifas canadenses representam aproximadamente 6% dos US$ 333,6 bilhões exportados pelos Estados Unidos ao Canadá no ano passado. As medidas foram adotadas depois do fracasso das negociações comerciais entre os países em 21 de agosto.

A tensão também provocou reações dentro do Canadá. Algumas províncias proibiram a venda de bebidas alcoólicas americanas, o que contribuiu para a decisão retaliatória dos Estados Unidos. Canadenses reduziram viagens ao país vizinho e passaram a boicotar produtos americanos.

David Eby, primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, anunciou novas placas nos postos de fronteira com os Estados Unidos. A mensagem dirá que a província é “Forte, orgulhosa e que NUNCA será o 51º estado”.

A autoridade canadense que acompanha as negociações afirmou que Ottawa não pretende mudar de estratégia, independentemente de uma resposta de Trump. O governo continuará concentrado em aumentar a produção nacional e diversificar o comércio externo.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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